A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 07/01/2020

É evidente que a participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro tem ganhado destaque, principalmente nos últimos anos. Mas apesar desse crescimento, uma parcela das mulheres ainda encontram dificuldades devido às raízes históricas geradas durante o processo de inserção feminina às ocupações trabalhistas.

Sabe-se que em 2007, as mulheres representavam 40,8% dos trabalhadores formais. Já em 2016, esse número alcançou a marca de 44%, segundo o Ministério do trabalho. Esse crescimento pode ser explicado através da representatividade feminina adquirida durante os recentes períodos da humanidade; tais como: sucesso feminino nos esportes alcançando marcas que pertenciam aos homens, por exemplo a futebolista brasileira Marta e a corredora estadunidense Allyson Félix e a ascensão feminina a importantes cargos políticos, como o de Chefe do Executivo Nacional. Portanto, levando a muitas mulheres buscarem os seus espaços sociais com o sentimento de que elas conseguem, através da inspiração em mulheres de sucesso que as representam.

Contudo, uma parte das mulheres ainda tem que passar por dificuldades que muitos homens não encontram, especificamente o equilíbrio entre atividades domésticas versus o emprego fora de casa e a diferença salarial. Esses fatos são diretamente ligados ao modo como a sociedade se estruturou século após século. Durante muito tempo, as funções femininas se limitaram a cuidar da casa, do marido e dos filhos. Afinal, o homem era o provedor do lar. Esse cenário começou a se modificar, sobretudo, a partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial. Na medida em que as indústrias se fortaleciam, a necessidade de mão de obra aumentava - naquela época, o valor pago pelo trabalho feminino já era menor.

Como se vê, o crescimento da participação feminina ainda não é motivo de comemoração devido a participação feminina ainda ser menor que a dos homens, além das tantas outras dificuldades enfrentadas pelo público feminino. Desse modo, os governos devem investir em leis que apliquem sanções às empresas que se recusem a igualar os salários e investir na inauguração de creches visto que muitas mulheres possuem duplas jornadas e algumas são mães solo, às mídias produtoras conteúdos cabe retratar a presença feminina em posições de liderança, pois incentivar o desenvolvimento de outras lideranças, nos mais variados segmentos, é mostrar para as mulheres que elas também podem chegar lá.