A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 24/10/2019
Consoante a socióloga Simone de Beauvoir,somente pelo trabalho a mulher é capaz de reduzir a distância que a separava do homem,e alcançar uma independência concreta.Todavia,tal independência ainda encontra obstáculos para sua consolidação,visto que a estrutura patriarcal presente na sociedade impõe à mulher diversos óbices,sobretudo a disparidade salarial e a conciliação entre as esferas familiar e profissional.
A princípio,é fundamental destacar que a dupla jornada de trabalho determinada às mulheres compromete a inserção efetiva dessas no meio profissional.Com efeito,a imagem feminina sempre esteve fortemente atrelada ao ideal de amparo e proteção,de maneira que por séculos as atividades domésticas e o cuidado com os filhos foram tarefas restritas à mulher.Nesse ínterim,tais estigmas construídos sob a égide do machismo refletem-se na presente situação das mulheres que lidam com rotinas massivas,e desdobram-se para equilibrar seus ofícios e a sustentação do núcleo familiar.Segundo dados do G1,30% das mulheres deixam trabalho por causa dos filhos.
Além disso,a desigualdade salarial entre os gêneros é outro fator que corrobora fortemente para a manutenção do panorama atual.De acordo com pesquisa do IBGE,as trabalhadoras ganham em média 20,5% menos que os homens,para exercerem as mesma funções.De forma que tal cenário é motivado,mormente,por questões ligadas ao sexo.Outrossim,o assédio e o abuso sexual feminino são práticas que muitas vezes fazem parte do ambiente corporativo,o que acaba por dificultar mais ainda a permanência da mulher em seu ofício.
Portanto,torna-se premente tomar medidas para reverter o quadro da mulher no mercado do trabalho.Cabe ao Governo promover oportunidades equânimes,por meio da criação de cotas para mulheres no mercado de trabalho,reservando uma quantidade específica de vagas.A fim de abrandar as discrepâncias do cenário atual.Assim,as distâncias entre mulheres e homens poderão ser ainda mais reduzidas.