A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 09/10/2019

No livro O cortiço de Aluísio de Azevedo, é retratada a história do português João Romão, com o objetivo de ficar rico, explorava  Bertoleza, escrava que havia fugido, roubando dela os lucros de sua venda, os quais eram para a compra de sua carta de alforria. Comparando a realidade  a exploração da Bertoleza por Romão, pode ser relacionar com a situação da mulher brasileira no mercado de trabalho, as quais recebem menores salários comparativamente aos homens, e sofrem com a desigualdade na ocupação de vagas de empregos.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, apesar de possuírem as mesmas capacidades e funções, as mulheres acabam recebendo menores salários comparado ao dos homens. Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o salário feminino no país é cerca de 21% menor que o masculino, tal dado demonstra como a sociedade ainda é patriarcal, em que desvaloriza o trabalho feminino.

Além disso, uma pesquisa realizada pelo Ministério do Trabalho (MT) demonstra que  44% do mercado formal é ocupado por mulheres, sendo que a população feminina brasileira é cerca de 51%, o que por mais que a legislação garanta a igualdade de gênero, a maioria das vagas no mercado formal é ocupado por homens,  ocasionando um ‘apartheid’ no mercado de trabalho, levando as mulheres a aceitarem vagas menos remuneradas e as restringindo a profissões impostas pela sociedade.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a solução do problema urge que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) crie, por meio de orçamentos públicos, campanhas de fiscalização, afim de combater as disparidades salarias e as desigualdades na ocupação das vagas de emprego, e o Ministério da Economia (ME), por meio politicas público-privada, crie subsídios a empresas que contratem um grande grupo de mulheres, aumentando assim o número de mulheres no mercado de trabalho.