A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 16/09/2019
Nas ultimas duas décadas, a presença das mulheres, no mercado de trabalho, aumentou significativamente na sociedade brasileira, segundo dados do Ministério do Trabalho. No entanto, grande parte das mulheres ainda encontram dificuldades em inserir-se no mercado devido à alguns fatores como preconceito e herança de cultura patriarcal na sociedade brasileira. Nesse sentido, é preciso buscar soluções para diminuir este problema.
Primeiramente, é preciso compreender que o preconceito é uma opinião construída a partir de analises sem fundamentos e sem conhecimento, assim sendo, muitas mulheres sofrem e são prejudicadas por julgamentos sobre sua capacidade em desempenhar uma função ou de fazer tão bem quanto um homem. Ademais, segundo a ONU, no mundo o salário das mulheres são em média 24% inferiores aos dos homens que ocupam a mesma posição e, de acordo com uma pesquisa realizada pela revista britânica Marie Claire, 61% das mulheres acreditam que os homens têm melhores resultados na hora de conseguir aumento de salário. Desse modo, é imprescindível que o sexismo precisa ser combatido , sobretudo em empresas privadas para que as mulheres tenham o seu direito respeitado.
Um outro aspecto que contribuía para a dificuldade de conquista a uma vaga de trabalho eram as dificuldades em conciliar trabalho e responsabilidades familiares no lar. Durante muito tempo, as funções da mulher se limitavam a cuidar da casa, do marido e dos filhos, afinal, o homem devia atuar como provedor do lar. Porém, este cenário mudou, sobretudo, a partir da segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, na medida em que as indústrias se fortaleciam, a necessidade de mão de obra aumentava, e as mulheres começavam a conquistar a função social de trabalhar, embora ganhassem pouco se comparado aos homens na mesma função nas fábricas da Inglaterra. Hodiernamente, apesar do grande sacrifício de conciliar o emprego e as atividades do lar, as mulheres cada vez mais têm logrado êxito em vencer o tabu de se restringir ao lar.
Portanto, o Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho deve promover uma campanha através de veículos de comunicação como TV’s, rádio e mídias sociais como objetivo de ensinar a importância e o valor socioeconômico da mulher na esfera de trabalho, espera-se com essa ação combater o sexismo. Além disso, a escola e a família devem promover diálogos e debates sobre a emancipação da mulher no século XXI, a importância de respeitar o profissionalismo da mulher e sua independência financeira. Desse modo, espera-se desde uma boa educação escolar, as crianças e jovens possam respeitar que o lugar de uma mulher não é na cozinha, mas sim, onde ela quiser estar.