A mulher brasileira no mercado de trabalho
Enviada em 04/09/2019
“Lava roupa todo dia, que agonia”- música juventude transviada- Luiz Melodia. Sabe-se, que historicamente as mulheres sofreram com a questão da desigualdade de gênero, ao passo que muitas foram limitadas aos afazeres domésticos. Porém, é inegável a importância de sua participação no mercado de trabalho brasileiro, pois além desse exercício promover maior independência para elas, também traz benefícios para a economia nacional. Dessa forma, percebe-se a necessidade de combater as variadas formas de desigualdade nesse meio.
Primeiramente, segundo Gilberto Freire, em sua obra - Casa Grande e Senzala- o patriarcalismo fez parte da formação histórica brasileira, ou seja, as mulheres tinham pouco acesso tanto à escolaridade quanto trabalho remunerado, de forma a ficarem financeiramente dependentes de seus pais e maridos. No entanto, essa subordinação, segundo reportagem do G1.com - é grande responsável pela persistência da violência doméstica - pois impede as vítimas de denunciarem os agressores. Diante disso, nota-se a impacto positivo que tem a participação feminina na atividade remunerada, para promoção de segurança e igualdade.
Além disso, segundo o IBGE os mulheres ganham apenas 76,5% do rendimento dos homens. Todavia, é importante haver igualdade,pois os benefícios para a economia brasileira são enormes, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) - o aumento da participação feminina no mercado de trabalho poderia injetar 382 bilhões de reais no tesouro nacional. De forma, a gerar receita que auxiliaria em outras áreas, com: saúde, educação e segurança. Porém, para isso é necessário criar iguais condições de participação e salários, de modo a promover incentivo ao ingresso feminino no mundo do trabalho remunerado.
É necessário portanto, lutar pelo fim da desigualdade. Desse modo, cabe aos Ministérios da Cultura e Educação, a promoção da formação de mulheres independentes, por meio de investimentos na produção cultural, lei Rouanet, que vise o empoderamento, seja filmes, músicas, propagandas, e a escola promover debates, mesas redondas, com intuito de formam indivíduos livres de estigmas machistas. Além de, o Ministério do Trabalho assegurar a igualdade salarial prevista na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), por intermédio da criação de comissão fiscalizadora, para garantir o comprimento da lei. De modo, a garantir uma nação mais justa.