A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 05/09/2019

Na cidade Esparta, na Grécia Antiga, a mulher era considerada inferior ao homem e, por conta disso, era atribuída a gestação e os cuidados dos futuros espartanos como suas únicas funções. Por tudo isso, apesar da formulação da democracia nos dias atuais, a qual propõe a igualdade de gênero, elas enfrentam um dos principais problemas brasileiro: desigualdade como fator limitante na conquista feminina por novos cargos. Assim, evidencia-se a necessidade de analisar criticamente os avanços e os desafios para solucionar essa problemática.

A princípio, vale ressaltar o progresso obtido com a inclusão da mulher no mercado de trabalho. Martin Luther King, importante ativista cívico africano, diz:" a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Tal assertiva se refere ao ano de 1887, quando Rita Lobato Velho Lopes garantiu a sua inserção no ensino superior e que, indiretamente, permitiu que a educação se tornasse o principal mecanismo capaz de possibilitar a inclusão da mulher em inúmeros empregos no contexto atual. Circunstâncias como essa provam o porque o número de mulheres com graduação trabalhando vem aumentando ao longo dos últimos 50 anos, segundo o Ministério do Trabalho.

Ademais, é importante destacar os desafios enfrentados para efetivar a igualdade de gênero na sociedade brasileira. De acordo com a pesquisa realizada pelo Cadastro Geral de Emprego e Desemprego, em 2016 a mulher representava apenas 40% do mercado formal e isso se agrava quando ela enfrenta no ambiente de trabalho o preconceito e o machismo por meio de salários inferiores aos que são atribuídos ao cargo - ambos motivados pelo desejo masculino de desvalorizar a figura do sexo oposto, como ocorrido em Esparta. Isso é extremamente grave, tendo em vista que essa ação fere com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, até hoje vigente, cujo objetivo é garantir a equidade e uma mudança benéfica na visão atribuída à participação feminina no mercado de trabalho.

Depreende-se, portanto, que a mulher vem conquistando seu espaço no mercado de trabalho, porém a desigualdade ainda existente pode ser prejudicial para a sua continuidade. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação investir em propostas capazes de induzir os alunos a refletir sobre a igualdade de gênero, por meio de palestras, gincanas e aulas interdisciplinares, com o objetivo de formar indivíduos conscientes sobre a importância de valorizar e igualar a mulher no ambiente de trabalho. Somado a isso, o Poder Judiciário deve assegurar que nas empresas privadas e públicas as mulheres possam receber salários justos de acordo com o cargo ocupado, através da destinação de parte do dinheiro recuperado nos processos de corrupção em propagandas publicitárias, visando alterar o comportamento do homem diante a valorização das suas colegas de trabalho e suas funcionárias.