A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 22/10/2021
No Brasil, os diversos obstáculos associados à mobilidade das pessoas no meio urbano afetam diretamente na qualidade de vida dos indivíduos. Esse cenário desafiador exige uma atuação mais expressiva do Estado e sociedade civil com o fito de evitar que o fluxo urbano afete o cotidiano dos brasileiros.
Efetivamente, o modelo de rodovias, estipulado na República Velha, afetou fortemente os brasileiros, visto que a valorização de automovéis superou a de bicicletas, metrôs e trens. Com isso, além do trânsito exagerado nas grandes cidades, a emissão de dióxido de carbono se mostra como outra problemática no País. Todo esse panorama desrespeita a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), de responsabilidade das prefeituras de cidades com mais de vinte mil habitantes, e atesta a ineficácia governamental no Brasil em se tratando de garantir o cumprimento dessa prerrogativa aos cidadãos.
Além disso, muitos brasileiros têm seu bem-estar cotidiano prejudicado pela precariedade da mobilidade urbana, todavia não atuam na pressão a gestores públicos para alterar essas realidade. Essa displicência com os próprios direitos se deve à desinformação acerca de tais garantias presentes não só na PNMU, mas também na Constituição de 1988, que garante a todo cidadão o direito de ir e vir. Além disso é escassa uma mentalidade de valorização dos meios de transporte alternativos além da falta de segurança para a prática de longas caminhadas.
Portanto, com o escopo de promover melhorias na mobilidade urbana no Brasil, compete ao Governo ampliar alternativas ao modelo rodoviário, por meio de uma reforma orçamentária que viabilize o acesso a metrôs, VLTs, ciclofaixas, pois isso tende a diminuir problemas de saúde física e mental, a otimizar o tempo de muitos indivíduos e, assim, proporcionar um bem-estar. Ademais, cabe a escolas e setores formadores de opinião, fomentem, mediante, respectivamente, palestras e documentários sobre o tema, visto que isso pode ser de grande importância para que mais indivíduos exerçam seu papel ao pressionar a administração pública por melhor qualidade de vida no meio urbano brasileiro. Assim, espera-se ser possível proporcionar uma melhora nos meios de locomoção nas grandes cidades do País.