A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2021
Em 1955 Juscelino Kubitschek foi eleito Presidente da República. Ele fora conhecido pelo plano desenvolvimentista e a sua famosa frase de efeito: “cinquenta anos em cinco anos”. Apesar de seu governo ter sido marcado por uma expansão econômica e uma forte influência na construção do sistema rodoviário brasileiro, inúmeras consequências negativas estão presentes no Brasil contemporâneo. Haja vista que, o congestionamento afeta diretamente a arrecadação financeira nacional, além disso, os problemas sanitários são desencadeados pela política de transportes não coletiva.
Em primeiro lugar, é evidente que a população brasileira perde tempo com o trajeto cotidiano nas grandes cidades, acarretado pelo excessivo engarrafamento. Segundo o Institudo Brasileiro de Geografia e Estatísticas o tempo perdido em deslocamentos impediu a economia de ganhar 111 bilhões de reais. Ou seja, o péssimo fluxo propagado pelos veículos é ratificado, e muitas obras urbanas como as ruas são mal gerenciadas e não possuem um planejamento estratégico. Por esse motivo, o setor de transportes, sobretudo, os caminhoneiros - principal meio de exportação de produtos internos - são intensamente prejudicados. Dessa forma, uma intervenção faz-se necessária para que o significado literal de mobilidade, que se encontra refém do sistema precário, seja amplamente expresso.
Em segundo lugar, os carros são os principais modais do povo verde-amarelo, representando majoritariamente o transporte individual. Conforme os dados do Departamendo Nacional de Trânsito, a cada 4 brasileiros há um automóvel. Com essa quantidade de carros no país, torna-se notório que os níveis de dióxido de carbono produzidos pela queima incompleta dos combustíveis fósseis, aumenta a concentração de gases nocivos no ar. Em virtude da grande exposição da poluição atmosférica, a população sofre de inúmeras doenças respiratórias, por exemplo, asma, bronquite e, em casos mais severos, cancêr de pulmão. Logo, a política individualista do transporte brasileiro deve sofrer alterações.
Tendo em vista os gargalos da mobilidade urbana nacional, uma interferência é fundamental. Portanto, o Ministério da Infraestutura, em conjunto com os Governos Estaduais, deve criar um Programa Nacional de Transportes Coletivos, subsidiando os ônibus, os trens, os metrôs e outros meios de transportes, a fim de baratear e popularizar tais modais coletivos. Isso será feito por intermédio da destinação de verbas públicas, a fim de reduzir os danos econômicos, sociais e os riscos sanitários enfrentados pela população. Desta maneira, o lema de Juscelino irá se tornar algo não deteriorado.