A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/09/2021
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que a supervalorização do automóvel iniciada pouco depois de 1950 gerou uma mobilidade urbana caótica e super poluente. Nesse viés, torna-se imperiosa a discussão sobre tal conjuntura com o fito de entendê-la.
De início, é válido reconhecer que a política nacional desenvolvimentista do governo de JK foi impulsionadora da situação. Em 1956, Juscelino Kubitschek, ex-presidente da república, com o intuito de trazer as automobilística para o país, além de fundar inúmeras rodovias, incentivou o uso veículos individuais pela população. Assim, os demais meios de transporte ficaram esquecidos, desvalorizados e, em sua maioria, sucateados. Dessa maneira, é notório que a política brasileira de supervalorização do automóvel próprio foi impulsionadora do problema.
Outrossim, faz-se necessário destacar que o alto número de carros nas ruas vem causando alguns desafios para a população. De acordo com o Art. 225 da Constituição Federativa do Brasil, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, a alta quantidade de automóveis nas ruas, além de deixar o trânsito mais caótico e super congestionado, libera mais gases que intensificam o efeito estufa e consequentemente aumentam a temperatura média global. Dessa forma, nota-se que o excesso de veículos nas ruas colabora para um meio ambiente desequilibrado.
Depreende-se, portanto, que políticas públicas precisam ser tomadas. Para tanto, o Ministério da Infraestrutura deve, por meio da construção de mais ciclovias e do melhoramento dos transportes públicos, incentivar a população brasileira a utilizar meios de transporte públicos e mais ecologicamente sustentáveis com a finalidade de diminuir o número de veículos nas ruas e, assim, melhorar a mobilidade urbana.