A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/08/2021
A política rodoviarista estabelecida por Juscelino Kubtischeck, ex-presidente brasileiro, resultou no maior uso de carros nas ruas das cidades, uma vez que se expandiu a malha rodoviária e diminuiu a ferroviária. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, há um excesso de utilização de transportes particulares, o que corrobora para o problema da mobilidade urbana na sociedade brasileira. Dessa forma, a falta de diversificação nos meios de locomoção diários associados à aquisição de um status social são fatores que contribuem para a problemática supracitada.
Em primeira instância, é mister afirmar a escassez de variação no que concerne aos modos de transporte. Nesse contexto, as rodovias, que são as principais malhas usadas para a locomoção, faz com que as ferrovias não sejam tão mais utilizadas, e tal fato, associado com a falta de uma infraestrutura adequada dos ônibus e o elevado preço da passagem, culmina com o excesso de automóveis nas ruas. Dessa maneira, como toda ação gera uma reação, conforme reitera Isaac Newton, astrônomo inglês, em sua terceira lei da física, o ato de insuficiência dos transportes coletivos e excesso de uso da malha rodoviária origina como resposta o problema da mobilidade urbana.
Outrossim, é válido ressaltar a tentativa de aquisição de um elevado status social por parte de vários indivíduos. Nessa perspectiva, consoante ao sociólogo polonês, Zygmmund Bauman, o ser humano é aquilo que ele possui. Desse modo, muitas pessoas compram e utilizam carros, mesmo sem precisar, para criar uma imagem de riqueza, de forma análoga à reiteração do pensador supramencionado, o que intensifica a quantidade de automóveis nos grandes centros urbanos e, por conseguinte, prejudica a mobilidade nas cidades.
Destarte, torna-se essencial a tomada de medidas para a resolução do imbróglio citado anteriormente. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério de Infraestrutura, órgão responsável pelas políticas nacionais de trânsito, e ao Ministério do Meio Ambiente, encarregado das questões ambientais, promover a diminuição dos preços de passagem dos ônibus, além da expansão da malha ferroviária, por meio de um rearranjo de verbas governamentais, a fim de atenuar o fluxo de carros nas rodovias. Somente assim, o cenário contemporâneo será modificado e aprimorado.