A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 30/07/2021
A constituição Federal de 1988 assegura a todos os indivíduos uma condição isonômica, a qual os contempla com direitos essenciais para a construção de uma vida digna. No entanto, com a problemática da mobilidade urbana no Brasil, diversos cidadãos acabam sendo beneficiados por tais direitos apenas de maneira teórica, seja pela falta de investimentos no deslocamento de massas, seja pela falta de incentivo para os meios de transporte alternativo. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos.
Em primeira análise, vale destacar a ineficiência dos transportes públicos nas cidades brasileiras. Segundo a 3ª lei de Newton, “Toda ação gera uma reação oposta e de mesma intensidade”. Ou seja, como a falta de investimentos e melhoria dos transportes alternativos, rápidos e eficientes como os ônibus e metrôs, juntamente com a baixa qualidade de infraestrutura das vias, geram uma procura por maior qualidade e conforto de locomoção como automóveis individuais. Dessa forma a crescente busca por carros particulares, porém, sem estruturas adequadas que comportem excessivas quantidades de veículos tem como consequência o aumento exacerbado dos congestionamentos, impossibilitando assim o direito de ir e vir de cada cidadão.
Em uma segunda análise, é pertinente ressaltar a necessidade de se incentivar o uso dos meios de transporte alternativos e sustentáveis. De acordo com pesquisas realizadas pelo g1, ouve um aumento de 133% da malha cicloviária nos últimos 4 anos. Entretanto, devido a falta de informação por parte da população, o número de usuários desse meio não tem efetivo aumento, já que, além da facilidade locomoção a curtos e médios trajetos, as bicicletas não prejudicam o meio ambiente. Desse modo, as ciclovias - ecologicamente sustentáveis - permanecem inutilizadas, enquanto as rodovias, principais causadoras de poluição crescem progressivamente.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de políticas públicas de mobilidade urbana, implemente melhorias nos meios coletivos e alternativos, de modo a aumentar não só a circulação dos transportes públicos, e a redução dos preços das passagens, mas também informar a população sobres os meios alternos e eficientes, a fim de promover maior facilidade de locomoção. Dessarte, o problema será resolvido, a médio e longo prazo, fazendo com que haja uma harmonia social, conforme proposto pela constituição.