A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/05/2021

Em análise ao âmbito social, torna-se evidente os reflexos desastrosos de uma gestão ineficaz da mobilidade urbana, seja no impacto ambiental - poluição da atmosférica e sonora - ou até mesmo na produtividade dos serviços cotidianos - atrasos e degaste dos funcionários - tudo isto ocasionado por políticas estatais equivocadas que, por sua vez, acabaram inflando o tráfego das cidades e negligênciando formas de vazão como transportes alternativos, por exemplo.

Em primeiro lugar, faz necessário destacar que o salto exponencial de veículos particulares no país deve-se, essencialmente, à dois momentos históricos distintos e duas figuras da política brasileira. O primeiro foi JK, outrora presidente do Brasil, que orquestrou um plano desenvolvimentista centrado no transporte rodoviário - contribuindo para um estruturação restrita à este modal. Aliado a isso, o governo Lula, este mais recente, que diminuiu impostos sobre produtos industrializados, dentre eles, os carros. Fato é que essas políticas de incentivo contribuiram frontalmente com o aumento de veículos particulares, deste modo, provocando um gargalo monumental no tráfego urbano, particularmente devido à ausência de transporte público de qualidade e estrutura para inserção de transportes alternativos - locoção de bicicleta, ou a pé. Condicionando, assim, o cidadão comum a apelar para situação mais conveninente : adquirir um veículo próprio e, aos poucos, sufocar o trânsito.

Por consequência, além de uma poluição atmosférica avassaladora que produz efeitos graves à saúde das pessoas, desencadeando doenças respiratórias, por exemplo, e uma maior adesão ao sistema público de saúde já sulcateado. Temos uma perda na cadeia produtiva de bens e serviços que, devido à ineficácia da mobilidade urbana acaba gerando atraso nas entregas e desgastes físicos e psicológicos ao funcionários que se expões ao estresse diário do trânsito. Resultando, por fim, no aumento dos preços dos produtos ofertados- atrasos geram encarecimento da cadeia.

Em conclusão, mostra-se crucial um maior investimento, por parte das secretarias de transporte dos municípios na estruturação das cidades para inserção de transportes alternativos - como construção de ciclovias funcionais para fomentar o uso de bicicleta ou uma maior atenção à iluminação pública, promovendo uma sensação de segurança e incentivo ao deslocamente a pé. Concomitante a isso, um incentivo ao setor privado, desburocratizando a adesão de múltiplas empresas neste segmento. Visando, deste modo, uma concorrência na oferta do serviço e, por consequência, mais qualidade no transporte urbano. Estas inciativas, promoverão um desafogamento do trânsito. Visto que, este deve-se principalmente pelos veículos individuais. Logo, a inclusão de outras formas de transportes viáveis e de qualidade combaterão este gargalo.