A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 30/04/2021
Na década de 50, o presidente do Brasil, Juscelino Kusbitchek, promoveu a adoção do Modelo Rodoviarista - construção e expansão de rodovias -, o que causou a dependência do país em veículos automotor. Como consequência disso, houve um aumento desenfreado de carros e trânsito nas cidades brasileiras, levando cidadãos a passarem horas em engarrafamento, além de lidarem com a atual falta de política pública com o foco em modais alternativos. Sem dúvida, a mobilidade urbana se apresenta como um sério problema nacional.
De início, é importante pontuar o aumento do número de veículos particulares nas ruas. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito, a frota de veículos, entre 2004 em 2013, mais do que dobrou, resultado dos incentivos fiscais dos governos Lula/Dilma, concomitante a falta de investimentos em transportes públicos. Indubitavelmente, os modais coletivos apresentam má qualidade, lotação, falta de segurança e outros problemas que fazem com que o cidadão que dispõe de uma melhor condição financeira opte por carro próprio.
Dito isto, é evidente que no Brasil atual há uma falta de planejamento e execução de projetos que ampliem as opções de transporte como, por exemplo, o uso da bicicleta. Conforme dados do IBGE, em 2018, apenas 14 de 100 municípios brasileiros apresentam ciclovias, desse modo, a população em geral é forçada a uma adversa rotina pendular, ir e voltar do trabalho, gastando horas nas disponíveis opções de modal, gerando estresse e ansiedade.
Portanto, medidas para melhorar a mobilidade urbana no Brasil devem ser tomadas. O Governo Federal, tendo os municípios como agente, deve adotar um plano político para ampliar e integrar os modais de transporte de todo o país, como a adoção do Bilhete Único nacionalmente e aumento de ciclovias e bicicletários perto das estações de ônibus, metrôs e trens. Além disso, os agentes supracitados devem investir no aprimoramento e modernização da infraestrutura dos modais de transporte público, por meio de verbas provindas da receita de estacionamento em perímetro público e taxação de combustíveis, com o intuito de incentivar o seu uso e diminuir o número de carros particulares no trânsito das grandes cidades. O modelo atual e ideal é aquele que melhorará a mobilidade urbana, a vida dos brasileiros e trará alternativas para todos.