A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/04/2021

São Tomás de Aquino acreditava que: “todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância”. Percebe-se, nesse sentido, que não é o que ocorre, já que há um enorme descaso com os indivíduos que utilizam o transporte público, ou seja, a maioria dos trabalhadores brasileiros. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dos desafios da mobilidade urbana no Brasil. Assim, pode-se dizer que a pressão automobilística e a insuficiência legislativa são os principais responsáveis pelo quadro.

A priori, é imperioso destacar que a quantidade de acidentes de trânsito por haver mais automóveis nas rodovias é fruto da pressão automobilística. Isso porque as grandes indústrias de veículos geram mais empregos no Brasil, entretanto, com mais carros circulando, eleva a quantidade de acidentes de trânsito. Segundo o site Estadão, no ano de 2020, houve um óbito a cada quinze minutos por acidentes no trânsito. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro ao direito à vida dos indivíduos.

Outrossim, é imperativo pontuar que a busca pelo transporte individual e o sobrecarregamento de transportes públicos deriva da insuficiência legislativa. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar que a insuficiência legislativa não é combatida pelo Poder Público, uma vez que esse não se manifesta e negligencia o artigo 3 da Constituição Federal, que garante que é objetivo fundamental da república federativa do Brasil reduzir as desigualdades sociais e regionais, no entanto, não é o que ocorre, já que não há muitas alternativas de locomoção para atender o excesso de passageiros que dependem de transportes públicos, segundo o site TodaMatéria. Ora, se o governo não se importa com a locomoção da sua nação, entende-se, assim, o porquê da continuação do imbróglio. Desse modo, faz-se mister a criação de políticas públicas específicas para aumento da oferta de meios de transporte viáveis.

Depreende-se, por conseguinte, a necessidade de combate aos desafios da mobilidade urbana no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de Segurança no Trânsito, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, para que os jovens saibam as maneiras corretas de agir no trânsito, de maneira prudente, para que não ocorram mais incidentes e mortes no trânsito. Ademais, o Poder Público deve criar, por meio de políticas públicas eficientes, uma rede de transporte com maior capacidade máxima e com menores taxas, a fim de possibilitar aos cidadãos uma condição possível de ser utilizada. Quiçá, assim, tal hiato reverter-se-á, sem que haja a ocorrência de maiores taxas de acidentes.