A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/02/2021

No século XVIII, na Inglaterra, um novo modelo de produção baseado na industrialização — 1º Revolução Industrial — mudou o sistema econômico, que deu origem ao capitalismo, e alavancou o êxodo rural. Anos mais tarde, tal modelo industrial também foi implantado no Brasil, mas, infelizmente, na maioria das cidades do país, com o inchaço urbano, a mobilidade atual desses centros é precária, por exemplo, em São Paulo. Nesse sentido, em razão da falta de planejamento urbano e do silenciamento acerca dos impactos ambientais causados pela poluição das grandes cidades, emerge um problema complexo, o qual precisa ser revertido.

Diante desse cenário, a não implantação de medidas que visam o melhor funcionamento das metrópoles é um grave fator à dificultosa lomoção dentro desses espaços. Nesse viés, quando Juscelino Kubitschek desenvolveu o seu plano de metas — na década de 1950 —, muito se foi em pensando em transporte. No entanto, ao se observar muitas localidades, nota-se que tal plano, o qual perdura hodiernamente, não foi suficiente para promover uma boa mobilidade urbana, uma vez que muitas pessoas sofrem com o estresse diário de pegar ônibus lotados, assim como passar por engarrafamentos. Logo, é inadmissível que o Estado se mostre indiferente a essa situação calamitosa.

Nesse contexto, a grande poluição ocasionadas pelo alto número de veículos é outro forte motivo ao impasse. Sob esse ângulo, conforme a filósofa Hannah Arendt, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Dessa maneira, ao se analisar a dinâmica urbana, percebe-se que existe uma maior preocupação com o acúmulo de capital — ocasionado pelo sistema capitalista — em detrimento dos cuidados com o meio ambiente, pois, já que os transportes públicos têm baixa qualidade, muitas pessoas preferem ir ao trabalho em seu carro particular, o que aumenta o número de transportes nas ruas, dificulta a movimentação nas avenidas e, consequentemente, aumenta a emissão de gás carbônico na atmosfera, o que causa diversos problemas, por exemplo, a chuva ácida. Com isso, é indubitável que, para transformar essa má conjuntura, isto deve ser priorizado: a sustentabilidade.

Infere-se, portanto, que o Ministério do Transporte, enquanto regulador das políticas nacionais de trânsito e transporte, e o Ministério do Meio Ambiente criem e realizem um projeto. Diante do pressuposto, tal ação focará nos veículos públicos, a qual transformará-los em automóveis elétricos solares, que usarão a energia proveniente do sol como combustível, com a finalidade de diminuir a emissão de CO2. Além disso, aumentar o conforto e o número deles em circulação, assim como diminuir o preço de suas passagens será essencial para fazer a população preferir usá-los a seus carros particulares. Dessa forma, espera-se melhorar a mobilidade urbana no Brasil.