A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Durante seu governo, o ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, criou um plano de metas, que ficou conhecido como “50 anos em 5”, no qual investiu fortemente na construção de rodovias e incentivou a população a adquirir automóveis, fato que gerou uma intensificação do tráfego e culminou em um problema de locomobilidade pela cidade. Ainda nos dias atuais, a mobilidade urbana representa um dos maiores problemas da população brasileira. Situação que decorre, principalmente, da exaltação do carro como um bem fornecedor de status e da falta de investimentos governamentais.
Diante dessa perspectiva, vale ressaltar que, atualmente, os carros não são mais considerados apenas meios de locomoção, eles se tornaram sinônimos de elevado status social. Consoante ao conceito de Fetichismo da Mercadoria criado por Karl Marx, os automóveis deixaram de ser apenas produtos e se tornaram objetos de adoração. Não é incomum observar cidadãos se endividando para obter um transporte individual só para satisfazer seus gostos e exaltar o imaginário luxo obtido pela compra. Nesse sentido, os resultados para tal situação são os longos congestionamentos pelas cidades, devido ao acúmulo de carros, que prejudicam fortemente a qualidade de vida da população.
Outrossim, os baixos investimentos por parte do governo nesse setor acarretam em condições precárias nos transportes públicos e pelas ruas das cidades. Um dos princípios da Política Nacional de Mobilidade Urbana é garantir a eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana. No entanto, tal garantia não é usurpada, haja vista que muitos indivíduos optam por utilizar seus próprios automóveis, seja pela ausência de alternativas de meios públicos, como calçadas em bom estado e ciclovias seguras, seja pela baixa qualidade do transporte coletivo. Desse modo, a mobilidade urbana é altamente prejudicada, já que as ruas estão cada dia mais congestionadas por carros indivuduais.
Portanto, evidencia-se que a mobilidade urbana representa um grande empecilho na sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Infraestrutura, órgão responsável pelas políticas nacionais de trânsito e de transportes, execute campanhas, as quais possam ser divulgadas na mídia, que influenciem as pessoas a fazerem o uso mais frequente dos transportes coletivos, a fim de facilitarem a locomoção pelas cidades. Porém, para que isso aconteça é imperativo que o Governo invista melhor nesse setor, com o objetivo de proporcionar melhores condições aos indivíduos. Com tais ações, esse problema que se iniciou há mais de cinquenta anos poderá, enfim, ser resolvido.