A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/01/2021

A Constituição de 1988 assegura o acesso ao direito de ir e vir para qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia dessa norma na questão da mobilidade urbana no Brasil, o que, além de grave, torna-se um problema constitucional. Nesse contexto, esse tema possui como causas a falta de investimentos e a má influência midiática.

Em primeiro plano, é preciso ressaltar a falta de investimentos presente na questão. Dessa forma, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa de investimento, no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Porém, para agir sobre problemas coletivos, como na questão da mobilidade urbana, é preciso financiamento massivo para que se possa chegar ao fim desse entrave. Dessa maneira, como há uma lacuna financeira, no que tange ao assunto, a insuficiência do capital atual ocasiona a ausência de ações que melhorem as vias, o que leva à incapacidade de cumprir com a Carta Magna Brasileira.

Outrossim, a má influência midiática ainda é um grande impasse para a resolução dessa problemática. Desse modo, conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação sobre a importância de ruas eficientes nas cidades para a população, influencia na consolidação do problema, por meio do seu silenciamento perante o tópico.

Portanto, tais impedimentos deverão ser solucionados. Para esse fim, o Ministério da Infraestrutura deverá informar à sociedade sobre as medidas a serem feitas e aumentar sua verba. Logo, isso será realizado por meio de comerciais educativos e a instituição de uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para isso. Com isso, essas ações terão como efeito a melhoria das rotas dentro dos centros urbanos. Ainda, a fatia a ser reservada para essa área será de 20% do PIB.