A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O automóvel, criado por Henry Ford no início do século XX, gerou grandes transformações no meios de transportes, facilitando o deslocamento dos indivíduos. Na atualidade, entretanto, o número de veículos em circulação tornou-se um sério problema no que tange a mobilidade urbana no Brasil. Isso se evidencia não só no aumento da poluição do ar atmosférico mas também nos congestionamentos de trânsito, sobretudo nas grandes metrópoles.
Inicialmente, deve-se destacar que o crescente número de carros vêm contribuindo significativamente para má qualidade do ar, principalmente nos centros urbanos. Conforme estudo publicado pela revista Exame, os automóveis são responsáveis por, aproximadamente, 73% dos gases poluentes emitidos na atmosfera. Esse impacto ambiental não prejudica somente o meio ambiente como também a saúde dos brasileiros, tendo em vista que tais substâncias tóxicas afetam diretamente as condições respiratórias do indivíduo, ocasionando doenças como asma e rinite alérgica. Diante desse cenário, é notória a importância de minimizar os efeitos negativos, a fim de contornar essa situação.
Outro fator relacionado, são os congestionamentos no trânsito por conta das concentrações de frotas motorizadas. De acordo com reportagem feita pelo G1, os paulistanos gastam 3 horas todo dia no trânsito. Tal fato, promove a baixa qualidade de vida do cidadão, tornando-o mais estressado, além de prejudicar a produtividade no trabalho, desencadeado pelo cansaço. Essa problemática, acentua cada vez mais a desigualdade social, pois o trabalhador fica impossibilitado em se capacitar já que gasta 1/8 do seu dia no trânsito.
Logo, para tentar minimizar as adversidades da mobilidade urbana no Brasil é necessário, primeiramente, que a Secretaria de Transporte de cada município, invista em melhorias nos meios de transportes em massa, aumentando o número de ônibus em circulação nos horários de pico. Paralelamente, devem implantar ciclovias nos grandes centros e incentivar o uso de modais alternativos por meio de cartazes fixados em lugares públicos como postos de saúde, escola e parques.