A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/12/2020
No Brasil durante o governo JK(1956-1961), o plano desenvolvimentista visava a melhoria e construção de rodovias, além da implementação das indústrias automobiilísticas no país. Desde então, nota-se uma crescente utilização desse modal de transportes nas cidades. Nos últimos anos o aumento no número de veículos automotores no Brasil foi 10 vezes maior em relação ao aumento populacional, sendo 138% para os automóveis e 12,2% para a população. Tal estatística nos mostra que os grandes centro urbanos não estão preparados para receber tamanha exuberância de veículos, colocando em risco a qualidade dos transportes, gerando problemas econômicos, ambientais e até mesmo sociais.
Em primeira análise, devemos destacar que no Brasil não há muitos investimentos voltado para o setor do transporte público, o que favorece a preferência da população por carros próprios, aumentando ainda mais o engarrafamento nos grandes centros urbanos. O trânsito por sua vez tem seu custo, afinal o tempo gasto nele poderia ser utilizado em atividades mais produtivas. Adicionalmente, temos a poluição sonora, poluição atmosférica, pessoas sofrendo com estresse, transtornos de ansiedade e problemas respiratórios, prejudicando a produtividade dos trabalhadores.
Além dos impactos econômicos causados pelo despedício de tempo, existe uma face mais perversa do trânsito: a violência. Ainda pior do que perder seu tempo no engarrafamento é perder sua própria vida, ou sua saúde e bem-estar. Os números de mortos e feridos em decorrência de acidentes de trânsito no Brasil se equiparam a alguns dos piores conflitos da atualidade, como a Guerra Civil Síria. Os dados mais recentes demonstram que morrem anualmente no trânsito cerca de 40 mil pessoas. O número de feridos é ainda maior, cerca de 170 mil. Essa problemática, reflete principalmente para o SUS: o custo total dos acidentes de trânsito está estimado aproximadamente em 40 bilhões de reais por ano. As principais causas para tal violênca são: alta velocidade, embriaguez e ações imprudentes dos motoristas.
Portanto, notamos que para convencer as pessoas a deixarem seus carros em casa, é preciso demonstrar vantagens das alternativas. Para isso cabe aos governos municipais a ampliação das redes de ônibus e metrô, juntamente com a criação de um bilhete único que garanta a integração de modais de transporte(ônibus/metrô/trem) e transportes alternativos(bicicletas e patinetes compartilhados), garantindo a diminuição de custo do transporte público, descentralizando os usuários, promovendo melhor qualidade de vida para a população e, atraindo mais pessoas para o transporte coletivo em detrimento do transporte individual. Tais medidas são necessárias para melhor fluxo do trânsito das grandes cidades, evitando futuros prejuízos e promovendo maior bem-estar para a população.