A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2020

Em 1904, a Reforma Pereira Passos no Rio de Janeiro tinha como objetivo a modificação do centro da cidade, como o alargamento das ruas, entre outros, por meio de planejamentos estruturados para desenvolver a cidade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a falta de mobilidade urbana no país, pois não ocorre a distribuição de investimentos, como a criação de planejamentos públicos, para combater o avanço do problema. Desse modo, a negligência estatal sobre a mobilidade intensifica o aumento do números de automóveis nas cidades e o consequente aumento dos impactos ambientais no país.

Em primeira instância, o aumento do número de veículos nas cidades produz impactos negativos no meio ambiente, devido aos gases liberados na atmosfera. Nessa ótica, o aumento da concentração do gás estufa, CO2, na atmosfera promove o aquecimento global, que altera a temperatura do planeta, segundo o apresentado em 2018 pelo aplicativo de informação G1. Assim, os gases poluentes liberados pelo aumento de veículos nas cidades promovem a alteração climática, como a temperatura, o ph do solo, entre outros, de algumas regiões, que resulta na destruição de floras e faunas locais.

Em segunda instância, a falta de planejamento público em rotas de transportes alternativos nas cidades promove impactos no desenvolvimento econômico do país. Nessa conjuntura, a falta de melhorias nos direitos trabalhistas dos caminhoneiros resultou em greve, paralisando todo o setor de entregas e como consequência, a econonomia brasileira, segundo o apresentado em 2018 pelo noticiário Jornal Nacional. Por conseguinte, a falta de investimento estatal em transportes intermodais promove a dependência do rodoviarismo, que apresenta riscos de atrasos e falhas nas entregas por conta da falta de mobilidade urbana e de greves como citado, e o consequente baixo desenvolvimento econômico, pois o mercado demanda de exportações e importações por meio do rodoviarismo.

Portanto, é mister a criação de poíticas públicas para sanar o avanço dos impactos da mobilidade urbana no Brasil. Então, o Ministério da infraestrutura, em conjunto com as prefeituras, deve investir na criação de transportes alternativos, por meio da disponibilização de bicicletas públicas cedidas por aplicativos governamentais, criação de portos especiazados, criação de mais linhas de metrôs, entre outros, e na disponibilização de palestras socioeducativas, apresentadas por professores, em redes públicas de ensino para conscientizar os indivíduos sobre os impactos da mobilidade urbana na econômia e no meio ambiente. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é a proposta mais eficiente para gerar transformações sociais, logo, os órgãos públicos devem priorizar os investimentos na base educacional brasileira para combater as consequências da mobilidade urbana no país.