A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/10/2020
No convívio social brasileiro hodierno, é notória a inadequação na mobilidade urbana. Esse cenário dá-se, principalmente, pela valorização do automóvel próprio e consequente descrédito nos transportes coletivos por boa parte da população, bem como pela distribuição desigual de habitantes nas regiões do País. Nessa conjuntura, forma-se um campo sobrecarregado, o qual não apresenta infraestrutura suficiente para atender o fluxo em questão. Dessa forma, é imprescindível ações mais eficazes do poder público na mitigação da problemática abordada.
Sob esse viés, vale salientar que a partir da década de 50, mais precisamente no governo de Juscelino Kubtischek, iniciaram-se investimentos nos transportes rodoviários, havendo incentivo à obtenção do carro próprio como símbolo de status. Essa situação reflete, ainda, hodiernamente, visto que a quantidade de veículos sobrepõe-se a capacidade da infraestrutura da maioria das cidades, gerando, de certa forma, a ambientação que é comum nos trânsitos brasileiros, a lotação. Além disso, o fato de a utilização do transporte coletivo não apresentar segurança e comodidade incentiva, ainda mais, a população na busca do transporte particular. Nessa perspectiva, é necessária a melhoria na infraestrutura e nos serviços ofertados pelo Estado à população.
Outrossim, desde meados do século XX, no Brasil, houve um aumento exacerbado nos grandes centros urbanos, devido a industrialização. Dessa maneira, contemporaneamente, essa ambientação prossegue, em virtude de grande parte dos indivíduos buscar melhores condições socioeconômicas nas cidades com polos industriais, o que gera, desse modo, uma maior densidade populacional nesses centros urbanos, resultando no contraste de ocupação nas regiões do país. Essa lotação influi, diretamente, na deficiência da mobilidade urbana, dado que essa superlotação dificulta o deslocamento citadino, já que não há condições suficientes para a agilidade da demasiada quantidade transportes. Portanto, são vários os fatores que dificultam a fluidez da mobilidade urbana do Brasil. Por isso, cabe ao Estado desenvolver mais projetos, principalmente, nas grandes cidades, que incentivem o uso de outras opções de transportes, por intermédio do incremento de mais ciclovias seguras, por exemplo. Além de investimento na segurança dos modais públicos para que, consequentemente, haja maior incentivo na sua utilização, com a finalidade de melhorar o fluxo nas vias de transportes, por meio da diminuição do número de carros próprios e, assim, facilitar a espontaneidade no trânsito urbano.