A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/10/2020
O físico Isaac Newton, em sua primeira lei da inércia, defende que todo objeto permanece em seu estado de repouso ou em movimento uniforme, a menos que uma força resultante, não nula, seja exercida sobre ele. De maneira análoga, um problema na sociedade tende a ser reproduzido constantemente, como é o caso da mobilidade urbana no Brasil, em que apresenta muitos desafios devido não só à falta de investimentos, mas também à falta de incentivos.
Primeiramente, mobilidade urbana refere-se ao deslocamento de cada cidadão e, de acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito de ir e vir é uma das garantias fundamentais. Entretanto, a falta de investimentos em uma locomobilidade sustentável e de qualidade têm agravado os danos ambientais, como o Efeito Estufa, pois com a queima dos combustíveis fosseis é liberado gases maléficos. Além disso, aumentam cada vez mais o fluxo de veículos particulares nas ruas; o que acarreta em engarrafamentos, logo, estresses e mais tempo no deslocamento dos indivíduos.
Em uma segunda análise, em conformidade com Paul Hawken, tudo está conectado, nada pode mudar sozinho. Assim, o baixo estímulo aos transportes públicos afeta a forma como o mesmo é visado no contexto da sociedade. Tendo em vista o processo de fabricação dos primeiros automóveis, no século XIX, e o quanto eles eram recomendados , é possível afirmar que não adianta ter investimentos se não houver incentivos.
Infere-se, portanto, que essa problemática corresponde a um dever da prefeitura, dado que é responsável por garantir a mobilidade entre o perímetro urbano. Diante disso, para aumentar a locomoção com qualidade, é mister que o Município invista nos transportes públicos , aumentando o número de carros e deixando-os mais confortáveis e seguros, por meio de parcerias com empresas privadas, a fim de incentivar o uso desses mesmos meios e, com isso, ter uma queda nos números de veículos particulares. Com essa “força resultante” os desafios serão dominados.