A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/04/2020

Antítese Contemporânea

1990, ano que o Ministério da Infraestrutura foi criado sendo responsável por diversas tarefas e, entre elas, pela mobilidade urbana nacional. Atualmente, o Brasil contempla uma intensa crise relacionada à mobilidade e por motivos como a falta de transporte público de qualidade e o desejo de obter “status” essa crise tende a se intensificar severamente.

Em primeiro momento, é de suma importância ressaltar como a falta de transporte público de qualidade é danosa a esse processo. Uma pessoa que busca conforto dificilmente opta por um ônibus sucateado e superlotado e, desta forma, contribui para problemas ligados a falta de mobilidade urbana. Prova desse descontentamento relacionado ao transporte público são as Jornadas de Junho, ocorridas em 2013, que desejavam, entre variadas reivindicações, um aperfeiçoamento da frota nacional.

Além da falta de transporte público da qualidade, o desejo de “status” social torna o cenário ainda mais caótico. Uma população que considera relevante mostrar suas riquezas por meio de automóveis está suscetível a ter grandes congestionamentos. Como indício disso há o dado do jornal “O Globo”, de 2018, que mostra que a cidade São Paulo possui 7,4 veículos para cada 10 habitantes.

Nota-se, portanto, que o Brasil vive uma intensa crise relacionada à mobilidade. Entretanto, medidas podem reverter esse processo. O Ministério da Infraestrutura pode investir em um melhoramento das frotas de ônibus, incremento de mais linhas de metro e ciclovias, para que, assim, o transporte público fique mais atrativo. Além disso, uma consciência social é indispensável, possuir um carro não é sinônimo de riqueza, e essa consciência pode ser obtida por meio de propagandas nas grandes mídias. Muitas medidas podem ser tomadas, o que não pode é deixar a mobilidade parada.