A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 06/02/2020

Estresse, obesidade, sedentarismo, diminuição da longevidade. Diversos são os fatores que corroboram que a mobilidade urbana é uma questão alarmante no Brasil, visto que o aumento populacional é inerente ao consequente acréscimo de veículos automotores. Sob essa perspectiva, convém analisar causas, consequências e possível solução para o impasse contemporâneo.

Inicialmente, pode-se entender que o conceito de mobilidade urbana está relacionado diretamente com o desenvolvimento súbito das cidades, especificamente no Sudeste. Essa região sofreu uma grande onda migratória devido à industrialização iniciada por Getúlio Vargas e, posteriormente, com a inserção veicular no governo Juscelino Kubitschek. A partir desse ponto de vista, pode-se entender que a administração não eficiente dos Estados contribuiu significativamente para uma causa deletéria: a imobilidade.

Ademais, outro desafio impactante está vinculado à área da saúde, na qual é diretamente afetada pelo uso contínuo de automóveis, os responsáveis pela emissão de poluentes na atmosfera. Assim, é inadmissível tal descaso com a comunidade urbana submetida ao escárnio, além de aumentar a pressão dos serviços de saúde pública já sucateados.

Destarte, para uma resolução efetiva do problema, é dever do Governo Federal otimizar o período gasto no trânsito mediante a construção de rodovias que distribuam eficientemente o trânsito ao longo das horas do dia. Além disso, o Ministério da Educação, em consonância com as escolas, deve realizar a consientização da população por meio de campanhas midiáticas e palestras educativas acerca dos benefícios trazidos pelo uso de transportes coletivos. Espera-se, com isso, uma melhoria perceptível não só no ambiente urbano, como também na fila de hospitais públicos.