A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/01/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos é problemas. Entretanto o cenário visto pela imobilidade urbana impede que isso aconteça na realidade contemporânea, devido, não só a má qualidade do transporte público, como a falta de estrutura para veículos alternativos. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para reverter essa problemática.

Convém ressaltar, a princípio que a situação precária dos transportes públicos é fator determinante para a permanência do problema. Simultaneamente, entre 2002 e 2012 houve um aumento de 12,2% da população brasileira e 138% no número de veículos, de acordo com os dados do Observatório das Metrópoles. Logo, o insatisfatório serviço de transporte público, por conseguinte, leva a sociedade a optar cada vez mais alternativas privadas.

Cabe salientar, outrossim, a carência de estrutura para transportes alternativos como impulsionador do problema. Nesse sentido, de acordo com Marília Hildebrand, arquiteta e urbanista, o planejamento de uma cidade deve ser realizado visando o deslocamento conveniente e confortável para todos os cidadãos independente do seu meio de transporte. No entanto, isso não acontece na prática, tornando necessário a reformulação de alguns setores estatais.

É fundamental, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessarte, urge que o os municípios façam, por meio de verbas governamentais, melhorias no transporte público, tornando-os mais confortáveis e ampliando as frotas das linhas de ônibus, com intuito de mitigar os problemas trazidos pelo transito. Somente assim, será possível que a sociedade alcance a Utopia de More.