A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Quando se discute sobre mobilidade urbana no Brasil, podem-se observar inúmeros aspectos, dentre eles estão a qualidade do serviço de transportes públicos e a superlotação de veículos particulares. Nesse contexto, não há dúvidas de que o sucateamento dos transportes públicos leva o cidadão a preferir comprar um veículo de uso particular, elevando os índices de superlotação de veículos e congestionamentos.

Em primeiro plano, é possível citar a constituição de 1988, que garante que todo cidadão tem direito de ir e vir, direito esse que não está sendo respeitado na maioria das cidades brasileiras, com linhas de transportes escassas, trens desconfortáveis e antigos, poucas opções de locomoções. A falta de investimentos nesta área afeta principalmente ônibus públicos de quase todos os municípios, circulando muitas vezes em estado precário ou não fazendo rotas até locais de interesse, assim, em busca de conforto e segurança, a população opta pela utilização dos automóveis, cuja frota dobrou nos últimos dez anos, segundo o Observatório das Metrópoles. Observa-se também a situação das calçadas, as quais apresentam perigos para deficientes, idosos e demais indivíduos com movimentação limitada, por conta de buracos, obstruções e desníveis.

Ademais, com o transporte público passando por problemas muitos cidadãos optam pela compra de um automóvel para uso particular tanto para suprir a necessidade de transporte quanto para munir-se do status de possuir um veículo próprio, noção de luxo que estão presente desde os tempos do governo JK, que investiu em malhas rodoviárias e em empresas automobilísticas. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, a frota de automóveis no Brasil equivale a um carro para cada quatro brasileiros, resultando em longas filas de congestionamento todos os dias nas metrópoles e poluindo o planeta com gases nocivos ao meio ambiente.

Fica nítido, portanto, que por mais que o Brasil ofereça diferentes tipos de meios de locomoções públicas ainda é preciso oferecer qualidade no serviço e aumentar o alcance de alguns transportes. Por isso, o Ministério de Transportes junto com as prefeituras de cada município devem elaborar um plano de diversificação de modais, por meio da inserção de bicicletas e patinetes nas cidades assim como vias de exclusividade, com a finalidade de desengarrafar o trânsito das grandes cidades. Assim como melhorar a qualidade dos transportes públicos atuais, por meio de investimentos e fiscalizações de funcionamento, buscando garantir o bem-estar da população com o intuito de desincentivar o uso do transporte individual e facilitar a locomoção urbana, fazendo valer os direitos previstos na constituição.