A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/10/2019
No período pós-Guerra Fria, a ideologia capitalista de fato impunha nas pessoas a ideia de que ter um carro era sinônimo de poder. Todavia, atualmente, se tornou uma cultura, onde, ter o próprio automóvel só agrava os problemas de mobilidade urbana. Sendo assim, dois fatores contribuem para que isso aconteça, o monopólio de grupos administrativos e a falta de medidas públicas.
Primeiramente, pode-se dizer que empresas gerentes por trás do trasporte público brasileiro, visam apenas o lucro, fomentando a precariedade e falta de segurança. Assim sendo, diante da matéria divulgada pelo portal de notícia G1, paulistanos passam até 3 horas por dia no trânsito. Visto que, se medidas não forem tomadas em relação ao mal planejamento de rotas, este tempo dentro dos trasportes tende a aumentar com a crescente expansão populacional.
Somando-se a isso, o índice de atropelamentos a ciclistas só aumentam devido ao descaso das autoridades em questões de planejamento para com os mesmos. Ademais, 16 ciclistas foram mortos em menos de um semestre na grande São Paulo. Com isso, o uso de bicicletas para fins de saúde, economia e lazer, acabam sendo um meio de mobilidade de risco, levando as pessoas a pensarem que ter o veículo próprio é a melhor escolha, sendo que isso só agrava os problemas de congestionamento.
Dado o exposto, gestores públicos com auxílio de engenheiros e urbanistas, devem instalar ciclovias e ciclofaixas, começando por vias mais movimentadas afim de que todos possam gozar de livre locomobilidade e seguridade.