A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/10/2019

A mobilidade urbana tem se apresentado não ser apenas um problema dos grandes centros brasileiros, mas também das grandes metrópoles do mundo. É de fato que essa problemática afete diariamente todas as pessoas que tem a necessidade de deslocamento, pois a falta de estrutura para alocar a demanda de automóveis tem como consequência um aumento significativo no tempo que se passa no trânsito.

É impressionante observar que os brasileiros gastem, em média, duas horas por dia no transito, número que aumenta em metrópoles como São Paulo, onde o tempo gasto no trânsito, passa de duas horas para 23% do dia dos paulistanos, além disso, o baixo número de ciclovias aumenta a densidade de automotores nas vias, visto que o cidadão fica restringido em suas opções para deslocar-se.

Contrariando a Constituição Federal, que detêm como uma de suas garantias fundamentais o direito de ir e vir aos cidadãos, a mobilidade urbana no Brasil tem apresentado inúmeras falhas, visto que o número de transportes privados aumentou onze vezes mais que a população, tal fato pode ser justificado pela precarização e inconsistência do transporte público, que estimula o brasileiro a comprar veículos próprios.

É notório que a mobilidade urbana deva ser uma das prioridades no planejamento do município. Em 2012 foi sancionada a Lei da Mobilidade Urbana, onde quaisquer cidades que possuam mais de 20 mil habitantes devem elaborar um plano com diretrizes pensadas para melhorar o deslocamento sustentável, garantindo eficiência, qualidade de vida e inclusão social. Apenas de 5% das cidades, onde a lei foi sancionada, entregaram o  plano no prazo. Como resultado é explícito ver as consequências do descaso e negligência do poder público perante suas obrigações.

A partir do momento em que a mobilidade urbana se torna uma adversidade na vida dos habitantes, mudanças são necessárias. É necessário que o governo, juntamente com o Ministério da Infraestrutura elaborem regimentos para fiscalização e controle dos planos de mobilidade. Afim de possuir uma gestão adequada e priorizando a qualidade de vida. Bem como a obrigatoriedade dos municípios em ter profissionais especialistas em desenvolvimento urbano.