A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Na Segunda Revolução Industrial, século XIX, a criação de automóveis movido a combustíveis fósseis foi fundamental para a melhoria da mobilidade dos cidadãos. Na contemporaneidade, embora os meios de transporte ainda seja um facilitador na mobilidade urbana, no Brasil, essa questão tem sido cada vez mais questionada. A sociedade brasileira está sentindo os reflexos do excesso de veículos e a falta de qualidade na mobilidade urbana.
A ascensão descontrolada de automóveis nas cidades urbanas do Brasil tornou-se um problema para os cidadão. Esta problemática deve-se princialmente pela cultura consumista dos indivíduos. Com base nas afirmações do sociólogo Karl Marx, o capitalismo e suas inovações desenfreadas influenciam o indivíduo a comprar de forma compulsória. Deste modo, pode-se concluir que a utilização de veículos muitas vezes perde o seu principal objetivo para começar a servir como um produto estético.
Com base na problemática abordada, ela traz como consequência a falta de qualidade na mobilidade urbana. Há uma ineficácia do Estado em investir em transporte público e coletivo de qualidade que atenda a demanda dos cidadãos. Em Paris, por exemplo, tanto o investimento do Estado no transporte de massa, quanto a conscientização da sociedade faz com que problemas como esse não ocorra, utilizando também, meios mais sustentáveis, como a bicicleta.
Conclui-se, que muito embora a tecnologia da atualidade encontra-se muito mais desenvolvida do que no período da Segunda Revolução Industrial, a ignorância e o individualismo encontra-se inerente. Como forma de combater o problema, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com as instituições educacionais possam promover por meio de aulas de cidadania e meio ambiente e políticas públicas de conscientização para dar o direito à toda sociedade de uma mobilidade adequada e qualificada.