A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 10/08/2023
Recentemente, uma influenciadora japonesa foi desmascarada em uma de suas li-
ves ao retirar por acidente um filtro que a enjuvenecia, gerando uma repercussão
na internet devido a diferença visual. Casos como esse, evidenciam uma sociedade
que preza pela beleza por meio da manipulação de imagens no âmbito virtual, oca- sionando malefícios à saúde mental como a distúrbios alimentares e dismorfia corporal.
Primeiramente, essa problemática pode ser associada com distúrbios alimentares. Isso porque, a proliferação de imagens adulteradas levam a crença de um corpo perfeito, impondo uma padronização na sociedade visadas nesse tipo. A partir dis-
so, na tentativa de alcançar esse perfil impossível, as seguidoras optam por medi-
das extremas, principalmente no meio alimentar. Prova disso são as dietas “No Carb”, que essencialmente cortam carboidratos na alimentação, sugerindo de ma- neira implícita que esse macronutriente não é importante. Dessa forma, as pesso- as param de comer nutrientes essenciais para a sua alimentação, desenvolvendo
sequelas mentais por causa da manipulação de fotos.
Ademais, a modificação de publicações prejudicam a saúde mental por causa da dismorfia corporal. Ao passo que as pessoas adquirem transtornos alimentares, a não aceitação do corpo também se estabelece na mente do indivíduo. Isso ocorre devido a um sentimento de perfeição que é forçado no grupo social pela divulgação de fotos irreais. A exemplo disso, a atriz Bruna Marquezine comentou sobre a sua perda de peso devido a problemas que ela desenvolveu com a sua imagem por causa da ilusão midiática imposta sobre os corpos da mulheres. Dessa maneira, a alteração de fotos a procura de uma idealização levam a negação de seu próprio corpo.
Em síntese, a dismorfia corporal e distúrbios alimentares mostram-se malefícios a saúde mental como resultado da manipulação de fotos. Para sanar a questão alimentar, o Governo deve criar propagandas sobre a alimentação correta por meio das redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre a maneira correta de se alimentar. Além disso, o Estado tem de criar palestras nas escolas para ensinar que todos os corpos são diferentes e devem ser aceitados.