A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 23/08/2021

No canal do Youtube “Ellora”, a produtora digital expõe o vídeo “Saúde Mental e Instagram”, de maneira a argumentar sobre o uso da rede social. Dentro desse contexto, ocorre a manipulação da imagem que acarreta em malefícios no bem estar mental dos usuários, em decorrência da crença de que as publicações são a realidade. Assim, se observa, nas redes sociais, imagens que constroem cenários da realidade, assim como podem evidenciar padrões de beleza.

Em primeira análise, Debord, sociólogo francês, apresenta em seu livro “A sociedade do espetáculo”, a análise de uma sociedade que enxerga em pessoas famosas o estilo de vida a se seguir. Tendo-se por base essa referência, em um recorte atual, as redes sociais se constroem como a exposição de cenários da vida das pessoas, característica presente nas chamadas “publicações” e assemelha-se ao “espetáculo” de Debord, sendo os usuários das redes sociais os espectadores que são influenciados pelas imagens. Ainda, a manipulação da imagem é presente nesse contexto, pois se observa nela o recorte da realidade, que permite a criação de algo fictício e distante do contexto de vida de muitas pessoas. Portanto, isso pode acarretar na sensação de insuficiência com a própria vida por parte do usuário e influenciar negativamente em sua saúde mental.

Ainda nesse contexto, há nas redes sociais a possibilidade de uso de filtros que manipulem a imagem, ao mudar cor e características. De acordo com o site blogdodunker.blogosfera.uol.com, isso provoca a “síndrome da decepção continuada”, pois tais filtros podem evidenciar padrões de beleza inatingíveis aos usuários.

Referente aos argumentos acima supracitados, a manipulação da imagem nas redes socias é prejudicial à saúde mental dos usuários, pois apresentam cenários de uma realidade fictícia e padrões de beleza que não são coerentes com a vida real dos usuários. Como solução, medidas como o banimento de filtros do Instagram que alterem a imagem com base em padrões de beleza devem se manter pela empresa e ainda, pode-se, através de incentivos a influenciadores digitais por parte de empresas privadas famosas, como o Boticário, pedir para levantar em discussão por eles que as imagens expostas nas redes são como um recorte da realidade, mas não ela em si, semelhante ao discurso no vídeo da youtuber Ellora. Assim, torna-se possível maior conscientização de que ocorre manipulação nas imagens presentes nas redes sociais.