A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 23/08/2021
A pressão estética é cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, o uso de filtros e aplicativos de edição cresceram e é notável que já faz parte da rotina, seja para fazer modificações em próprio rosto ou até mesmo no corpo. o impacto da “aparência perfeita” nas mídias sociais afetam a saúde mental dos usuários gradativamente. É necessário ressaltar que a popularidade dos aplicativos e filtros de edição não deve ser considerado algo saudável. é essencial questionar o porquê frequentemente as pessoas estão buscando mudar sua própria aparência. Uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial (AAFPRS) em 2017 mostrou que 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes que queriam alterar sua aparência para melhorar suas fotos. O padrão está cada vez mais difícil de ser alcançado e os casos de pessoas frustradas só aumentam, principalmente aquelas que utilizam as redes sociais de modo exagerado, observando celebridades com cirurgias plásticas, fotos modificadas e até outros procedimentos estéticos, fazendo comparações com si mesmo, enquanto a mídia esta induzindo-o a acreditar que aquilo que ele vê é natural e que ele deve se encaixar. Temos como exemplo de manipulação pela mídia o influencer Oli london, que realizou mais de 10 cirurgias plásticas avaliadas em mais de 1 Milhão de Reais para ficar parecido com um integrante de um grupo de kpop, além também da mudança do nome para que seja identico a do cantor. Isso deixa claro o quão influenciáveis podemos ser a ponto de realizarmos procedimentos desnecessários, para ficarmos o mais próximo do que nos é apresentado nas redes sociais. No caso uma falsa realidade, devemos impor limites e exigirmos para que o uso de propagandas sejam menos padronizadas com o “corpo perfeito” ou a beleza irreal que estamos acostumados a ver, e que em aplicativos de entretenimento, comerciais e até publicidades sejam obrigatórios a incluir variedades de corpos e rostos realistas, não devemos dar engajamento para o que não nos representa, dificulta o próprio bem estar, afeta a nossa autoestima e acima de tudo a saúde mental.