A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 22/08/2021
No que se refere à manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios para a saúde mental, pode-se perceber que parcela substancial da sociedade mostra-se indiferente à cultura da modificação estética. Visto que, não só se popularizou entre os usuários das redes sociais, filtros que alteram suas faces, como também normalizou-se a realização de procedimentos invasivos para mudanças corporais e faciais.
O princípio, é importante saliente que a constante imposição de um modelo de beleza utópica a ser seguida é um dos principais motivadores para uma imensa popularização de auto-modificações de imagens nas redes. A exposição de pessoas consideradas belas e aparentemente perfeitas, que segue um padrão atingido somente após procedimentos cirúrgicos, nas publicações e histórias do Instagram, causam a necessidade e a busca por estar sempre arrumados, maquiados e perfeitos. Esta carência de realidade mostrar uma anormal, resultado na criação e utilização de filtros que modificam a face, tiram machas, afetam boca e afina o nariz dos usuários. A cantora Beyoncé, em sua música “Pretty Hurts” crítica o padrão imposto pela sociedade e a busca ineficaz de alcançá-lo. Esse contexto,
Por outro lado, uma ocorrência incessante de procedimentos invasivos para alterar corpos e rostos, como lipo led e harmonização facial, estão sendo tão frequentemente utilizados, que sua realização tornada-se comum entre uma população. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias estéticas no mundo, alcançando no ano de 2018 cerca de 1,5 milhão de cirurgias produzidas. Estes dados demonstram que um grande grupo populacional estão tornando-se obcecados pelo corpo e rosto perfeito. De modo que é inadmissível que em razão desta normalização de mudanças nos corpos e rostos, conforme as pessoas adquirem problemas psicológicos, como depressão e baixa autoestima por não considerar atraentes, pois fogem do determinado padrão social.
Diante do exposto, fica evidente que a mídia tem uma grande influência na procura por uma perfeição inalcançável, fazendo assim com que muitas pessoas representam esta padronização compulsória. Assim, a Organização Mundial da Saúde deve realizar campanhas explicando como consequências e malefícios psicologicos da alteração da sua própria imagem, por meio de enventos públicos e propagandas de grandes marcas, com o auxílio das indústrias de comunicações e psicólogos especializados. Espera-se com isso, extinguir a padronização da beleza e normalizar as pessoas, corpos e rostos reais.