A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 11/04/2021

As redes sociais, ao longo dos anos vem trazendo diversos benefícios ao seus usuários, como conhecer pessoas novas, falar com alguém que está longe, ou recuperar o contato de velhos amigos. Porém, na última década com o avanço da tecnológia, um problema se instaurou na maior parte das redes sociais, as fotos com milhares de curtidas, são muitas vezes manipuladas, não só digitalmente com o uso de programas para corrigir Imperfeições, como fisícamente de modo que, quem faz a foto escolhe o melhor ângulo, melhor câmera e melhor hora do dia para tirar a foto perfeita. Ademais, em larga escala o usuário que está descendo a tela, vê centenas de pessoas com vidas teoricamente perfeitas, criando assim uma comparação que gera diversos maléficios a saúde mental, sem saber que essas fotos, são somente um recorte da realidade, geralmente falsa e manipulada.

Logo, a manipulação de imagens nas redes sociais, geram ao usuário que está vendo, uma sensação de inferioridade e prejudica a saúde mental a longo prazo, já que atualmente essas redes fazem parte do cotidiano da maioria dos brasileiros e são, muitas vezes, a primeira coisa a se checar quando acorda e a última a ver-se antes de dormir. Portando, isso cria uma falsa sensação de realidade, como se os “posts” das redes sociais, fotos e vídeos, com milhares de curtidas, representassem a totalidade da vida dos individuos que nela estão. Assim sendo, em 2019, o Instagram, uma das maiores redes sociais da atualidade, decidiu retirar o número de curtidas de sua plataforma, com o objetivo de diminuir a comparação entre os usuários e criar um espaço mais agradável a saúde mental de todos.

Resumidamente, o impacto das redes sociais em seus internautas, pode ser prejudiciam a saúde mental e provocar distúrbios relacionados a ansiedade e depressão, como exemplifica a pesquisa da FGV, Fundação Getúlio Vargas, feita em 2019, onde os dados mostram que, 41% dos jovens brasileiros entre 13 e 17 anos, sofrem ou já sofreram de sintomas como ansiedade, tristeza e depressão relacionada ao uso continuo das redes sociais.

Depreende-se, portanto, que para a resolução da problemática apresentada, a Mídia, televisão e internet, advirta a população sobre os malefícios do uso contínuo das redes sociais, por meio de artigos e reportagens, com o intuito de preservar a saúde mental de seus usuários. Além disso, nesse contexto, também é necessário que o Ministério das Comunicações, orgão que regula as telecomunicações do país, informem o usuário quando uma foto ou vídeo em determinada rede social foi modificada digitalmente, por meio leis que regulem o uso das redes, com a finalidade de criar ambientes on-line mais propícios a saúde mental dos navegantes.