A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/04/2021

Desde as antigas sociedades, já se estabeleciam padrões de beleza, principalmente às mulheres, com prevalência do patriarcado. Tal como no mundo contemporâneo, no qual intensifica-se essa imposição de padrões devido a era digital. De modo que, em busca da imagem perfeita, cada vez mais os internautas manipulam a própria imagem, prejudicando na maioria das vezes sua saúde mental. Assim sendo, fica evidente a importância de se debater a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental.

A priori, é necessário expor quais questões levam os usuários a manipularem sua própria imagem, para transparecer a perfeição. Pode-se citar a presença dos chamados influencers, pessoas a princípio comuns, que alcançam um grande número de seguidores nas redes sociais, mostrando o próprio estilo de vida. Além disso, existem também os indivíduos que destribuem ódio gratuíto nas redes, com ataques e julgamentos, os chamados haters. Logo, esses fatores fazem com que diariamente exista uma busca pela imagem perfeita do corpo e da vida como um todo. Como na obra “O mito da beleza” de Naomi Wolf, na qual a autora regide sobre como o culto à beleza é estimulado pelo patriarcado como forma de controle social, fato esse bem exemplificado atualmente nas redes sociais.

De maneira que, a proporção que esse tipo de manipulação se torna comum, os usuários recorrem cada vez mais ao uso dos chamados filtros, no Instagram por exemplo, rede social na qual se predomina essa exposição atualmente, que simulam procedimentos plásticos e estéticos, maquiagens que clareiam a pele e outras manipulações. Contudo, isso desperta muitos gatilhos psicológicos, podendo levar a problemas como crises de ansiedade, depressão, bulimia e síndrome da decepção constante. Devido a essas questões, em 2019 a empresa Spark Ar que gerencia os filtros utilizados no Instagram, realizou reavaliações nas políticas vigentes e baniu o uso de efeitos que simulavam cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, visando aumentar a qualidade de vida dos usuários.

Destarte, tendo em vista todos os aspectos analisados, é de suma urgência a conscientização sobre a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Portanto, cabe as empresas responsáveis pelas principais redes sociais, como Instagram e Facebook, atualizarem constantemente sua política de uso, banindo funções que possam ser prejudiciais a saúde mental dos usuários e controlando a presença de haters. Além disso, é papel da mídia circulante em televisão e internet informar à sociedade sobre o rompimento de padrões, exibindo publicidades de marcas responsáveis, que não induzam a busca da imagem perfeita e sim exaltem as qualidades únicas de cada um. Contribuindo assim, para um ambiente digital mais saudável e positivo para os internautas.