A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 14/03/2021
O palco dos horrores
Com os avanços obtidos pela tecnologia, a sociedade vive em meio de uma gama de informações, assim como estereótipos, os quais são instituidos pelo poder mídiatico e influência de estigmas e convenções sociais, o que transforma a sociedade em um circo de horrores que degrada o mental do indivíduo. Nesse sentido, no Brasil, a proposta das redes sociais seria de divertir os usuários e melhorar a capacidade destes de obter acesso a informações e influências de outras culturas, contudo, a pressão exercida pela sociedade tornou estes em palhaços, pois, ao usarem uma rede social ao invés de mostrar a realidade, é mostrado uma mascára pela manipulação da imagem. Sob tal ótica, tal situação advém da vigilância e imposição de valores constante.
Em primeira análise, a vigilância advém da necessidade de transmitir uma imagem útopica, o que sendo muito recorrente, afeta o psicológico do sujeito. Conforme a obra 1984, de George Orwell, é abordado o quanto o grande irmão pelo seu ato de vigia controlava e influênciava as ações do povo. Nesse contexto, na realidade, a falta de investimento do Governo em programas nas escolas e centros voltados à saúde mental e fortalecimento do senso crítico, causa danos permanentes, devido que por medo de serem alvos de violência psicológica ou discriminação os sujeitos perdem a confiança em si. Logo, o indivíduo tem as suas ações controladas pelo que vão pensar, e deixa de ser ele mesmo.
Ademais, tal reação é fruto das imposições e estereótipos sociais, que com o tempo passam a determinar a conduta dos indivíduos. Segundo Hannah Arendt, com a premissa A banalidade do mal, a pessoa para de agir conforme a sua personalidade e crenças devido a imposições e manipulações de outrem, agindo conforme a vontade dos que a manipulam. Sob este viés, a prática das empresas em fomentar a propaganda e o consumo, promovendo a idealização de um modo de vida, de ser, e de consumir, afeta diretamente na vida social, uma vez que estes passam a ter esta padronização como ideal, apropriando-se de gostos e ações que não são seus, e perdendo a sua propria identidade, tal como é usar uma mascára. Por conseguinte, o tupiniquim percebe que suas ações nunca atingem o padrão, e é então afetado por problemas de saúde ou até mentais como a depressão ou bulimia.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de atuação para a resolução deste palco social. Urge ao Ministério da Saúde, como gestor do bem estar e saúde social, a atuação por meio de investimentos em aulas de psicólogos e aplicativos nas escolas e redes sociais, agindo na consciêntização e formação do senso crítico para o combate da temática supracitada, para que, desta forma, o brasileiro seja menos influênciado e a mídia não afete na sua saúde. Com o fim de findar este circo de mascáras social.