A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/03/2021

A Magna Carta brasileira garante os direitos à saúde e ao bem estar. No entanto, esses direitos são contestados,uma vez que, de acordo com as pesquisas realizadas pelo Hospital Santa Mônica, 67% dos usuários de redes sociais relatam impactos negativos na saúde mental. Independentemente do fato que as redes sociais possibilitam a comunicação instantânea, deve ser observado que a manipulação de imagem, nesse meio, traz a imposição de padrões de beleza que podem resultar no desenvolvimento de problemas psicólogicos, para a redução dos impactos da midía a implantação de palestras de ensino sobre o culto de imagem é necessária, assim como a regulamentação de leis.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover palestras nas intituições de ensino para explicar os malefícios da manipulação de imagem na saúde mental. Sob esse mesmo ponto de vista, o conceito de padrão de beleza, e como ele está vinculado a mídia, deve ser esclarecido, de acordo com o portal de notícias G1, o padrão de beleza é a referênte a um modelo de beleza julgado como ideal, na reportagem realizada é dito que o padrão de beleza barganhado pela mídia pode gerar insatisfação com o próprio corpo, o que acarretaria no desenvolvimento de problemas na saúde mental, como baixa autoestima e depressão, ainda por cima a OMS, Organização Mundial de Saúde , define saúde mental como o estado no qual o indivíduo é capaz de contribuir para sua comunidade, certamente um individuo só consiguirá estar totalmente saúdavel se adotar um estilo de vida benéfico, ato que infelizmente, na sociedade atual, está se mostrando um desafio, devido a capitalização e a manipulação da midía, que vieram a partir do culto de imagem, essa manipulação deve ser exterminada para que o ambiente das comunicações sociais passe a ser voltado para a comunicação e o lazer.

Ademais, é de conhecimento público que a falta de regulamentação de leis que regem o sistema midíatico brasileiro tem sido um empecilho na busca pela redução da influência da mídia na vida da população. Isso tem como consequência a falta de compromisso dos órgãos públicos na implantação de palestras de ensino, que buscam esclarecer a importância da desconstrução dos padrões de beleza na sociedade. Portanto, a interferência estatal é necessária e indispensàvel.

Em suma, com a falta de apoio governamental e a falta de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto a o Ministério da Propaganda, organize palestras semestrais, por meio de comerciais e pequenos anúncios, inseridos nos meios de comunicação, para conscientizar a população sobre a crescente influência negativa da midía na nação, ademais de promover reuniões públicas para estimular a valorização da beleza real, o que resultará na diminuição dos estigmas ligados a aparência, com o efeito de criar cidadãos mais informados e tolerantes.