A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 22/01/2021

Somos bombardeados com conteúdos consoantes à beleza e estética nas redes sociais o tempo inteiro. Segundo o blog do Dunker, os filtros de fotos que foram inseridos nas redes em 2017 eram inicialmente inofensivos - entretanto, com o tempo, houve o crescimento de filtros de cirúrgia plástica, onde era possível manipular suas feições. A popularidade de filtros como estes foram ocasionados não só pela inseguranças dos indivíduos perante sua aparência, como também, o desejo de se enquadrar em um padrão estético. Logo, fica evidente que é necessário adotar uma medida contra essa manipulação de imagem em redes sociais, e acabar com essas comparações que as pessoas fazem com versões inexixtentes delas mesmas.

Em primeiro argumento, é falado dos malefícios relacionados a autoestima que são causados em usuários mais jovens. Em “O dilema das redes sociais”, documentário da Netflix, é apresentado o caso de uma adolescente de 12 anos que adentra as redes sociais. A menina começa a usar esses filtros que simulam cirúrgias plásticas, e imediatamente se compara à uma versão altamente manipulada dela mesma. Ao decorrer do documentário, é mostrado como essa menina adoeceu mentalmente, e como esses estigmas ligados à autoestima serão eternamente presentes na vida da moça. Isso nos mostra o dano que é posto no público mais jovem, e como essa manipulação de imagem pode acarretar em entraves mentais, caso o usuário não saber como lidar com essa situação.

Em segundo argumento, é apresentado como as empresas lucram, não só inflingindo o dano, como também, oferecendo a solução. Em uma cena do filme “O Lobo de Wall Street”, um personagem mostra como vender qualquer produto: ele pede uma caneta ao amigo, e logo em seguida manda o mesmo escrever o próprio nome. O amigo responde “Não tenho como escrever”, então o personagem diz “Bom, te vendo essa caneta por 5 dólares”. Aplicando essa cena ao tema, é visto como que as próprias redes sociais inflingem o dano, e depois oferecem uma solução supérfula ao mesmo: como a oferta de chás de emagrecimento, perfis de cirúrgiões plásticos e procedimentos estéticos.

Sendo assim, fica evidente a necessidade de ação contra a problemática. Cabe ao Ministério da Legislação, juntamente com as empresas de redes sociais desenvolver alguma lei que diminua esses comportamentos. E também, aos pais dos jovens em redes sociais. É preciso monitorar os filhos na internet, e controlar o que os mesmos acessam, para proteger esses indivíduos de conteúdos malignos. Somente assim as pessoas serão capazes de acessar as redes sociais sem ter sua autoestima destruída, e caminharemos assim, para uma sociedade cada vez mais saudável.