A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 18/11/2020

Através do desenvolvimento de novas tecnologias para as redes sociais, surgiu uma nova tendência no compartilhamento dos dados: a manipulação de imagens pessoais. Outrora esta tecnologia possa parecer um avanço social, provoca também malefícios às pessoas, como: baixa  auto estima e também ansiedade.

Primeiramente, é relevante abordar, que a auto estima está diretamente ligada a como o indivíduo se identifica consigo mesmo e projeta sua imagem perante à sociedade. Porém, este comportamento pode ser afetado ao inserir o contexto das imagens manipuladas, pois, com o aumento da divulgação destas imagens, gera-se uma tendência de um novo padrão social. Ademais, como inferido pelo célebre sociólogo Durkheim, o comportamento das pessoas é continuamente influenciado pelo meio em que vivem, o que torna este padrão social cada vez mais exigente, de forma que seja quase impossível a identificação pessoal neste novo meio, ocasionando baixa auto estima.

Em paralelo a isso, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país que apresenta maior número de pessoas que sofrem com ansiedade no mundo, e chega a aproximadamente 9% da população. Portanto, o compartilhamento de imagens manipuladas, pode ser identificado como um catalisador na construção de ansiedade nas pessoas, visto que a necessidade de se manter em um padrão pré-estabelecido origina um estado de preocupação permanente, afetando a saúde mental do indivíduo.

Assim sendo, para se combater os malefícios da manipulação de imagens nas redes sociais, como a ansiedade e baixa auto estima, deve-se agir na raiz dos afetados, cabendo ao Ministério da Educação promover novas matérias relacionadas à psicologia e entendimento social, de forma a minimizar a necessidade de exposição das pessoas utilizando da edição de imagens, só assim conseguiremos reverter esta situação alarmante.