A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 18/11/2020

Desde o final dos anos 60, cresce, exponencialmente, no mundo uma onda de protestos que visam romper com os ideais tidos como retrógrados e conservadores, desta forma, são solidificadas as pautas indenitárias, que visam uma maior aceitação com os diversos modos de viver. O visível aumento de “aceitações” com o diferente, permite crer ,em uma falsa ilusão, de que atualmente a humanidade é universalmente adepta e tolerante aos que fogem ao arquétipo estético. Crer que o presente é  completamente livre de modelos de vida  impositivos é desconsiderar todas as manipulações de imagens nas redes sociais, como filtros “embelezadores” e imposições de novos padrões cirúrgicos  pautados pela nova forma midiática provinda da internet , e seus malefícios à saúde mental.

A popularização de novas formas de entretenimento em redes sociais é essencial para perpetuar o cativar do usuário, entretanto, esses itens começam de forma inofensiva, como filtros que adicionam características animalescas e humorísticas, para depois migrar à questões focadas exclusivamente na estética, com opções semelhantes à cirurgias plásticas e adequação à massa. A tentativa, fracassada,  de banir de “filtros de beleza” em redes como Instagram em 2019, acentuou os impactos que eles podem causar, tanto no social quanto no psíquico da sociedade e individuo, respectivamente. Os filtros, manipuladores de imagem, agem de maneira capaz de criar uma ilusão da realidade fenotípica da pessoa, impondo padrões de beleza de forma mais sútil, comparando ao passado, já prejuízo mental das constantes tentativas de adequação é fruto da criação de uma “elevação” de beleza falsa, pois não existe fora do mundo virtual, ludibria tanto o dentro quanto fora da internet.

A alteração do papel midiático entre internet e redes televisivas, ao invés de cineastas agora existem blogueiros, se tornou comum com a popularização de redes sociais, toda via, apesar dessa troca ser vista como algo revolucionário na mídia, tanto os novos quantos os velhos atores  tendem a perpetuar o modelo de beleza imposto. Através de “stories” que divulgam e ostentam cirurgias plásticas para milhões de seguidores e impregnam novos modelos, que ainda são maléficos justamente por serem tidos como corpos “exemplares”, é desta forma que a “nova” imprensa não renova. A mercantilização do corpo segue viva, e atrelada ao maior acesso de público, de maneira mais afluente na sociedade.

O continuo de modelos de beleza está longe de acabar, mas é essencial compreender que hoje mais pessoas estão ligadas aos padrões que há 50 anos. Contudo,o paradoxo do papel da internet, ou benéfico ou maléfico, nesse debate ainda é vivo, pois, a era contemporânea pode ser tempos de desapegos aos padrões, como também, caso não haja consciência de mídia, de seu agravante. Para assim, criar futuros cíclicos de desconstrução, vide ao final dos anos 60, para uma sociedade tolerante.