A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 16/11/2020

Uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial (AAFPRS) em 2017 mostrou que 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes que queriam alterar sua aparência para melhorar suas fotos. A partir disso, percebemos o quão acentuada é a influência do uso das redes sociais e como isso pode ser problemático a saúde mental dos usuários. Dessa forma, as principais causas da problemática são o uso excessivo de redes sociais e o abusivo compartilhamento do cotidiano nas mídias sociais.

As redes sociais, em sua maioria, possuem filtros que modificam as imagens, dando um aspecto de “perfeição’’. O que de certa forma, acaba sendo responsável pela imposição dos padrões de beleza, que por serem utópicos, acabam aumentando a procura por procedimentos estéticos. Ademais, a situação expande o nível da problemática por se tratar da própria imagem do indivíduo, o que torna ainda mais complicado para o mesmo aceitar não poder ser aquela versão “melhorada” da foto.

Por conseguinte, com o uso excessivo de redes sociais também se tem o exagerado compartilhamento do cotidiano nas mesmas, o que faz com que cada vez mais os usuários estejam preocupados em mostrar que estão bem e dentro dos padrões impostos, sendo por um filtro ou por uma cirurgia plástica. Desse modo, a frustração de não alcançar a perfeição aumenta o número de pessoas com a saúde mental afetada. Isso mostra que, assim como no filme “Nerve”, onde Vee, uma garota que vive uma aventura ao aceitar participar de um jogo online no qual os jogadores ganham dinheiro ao realizarem desafios perigosos, as redes sociais têm uma forte influência sobre o comportamento de seus usuários. Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para reduzir os impactos negativos na saúde mental dos usuários. Logo, o Ministério da Saúde junto com as demais mídias sociais, devem adotar uma política de seleção de filtros mais rigorosa e promover uma campanha sobre o uso saudável desses aplicativos, por meio de comerciais e posts que mostrem a diferença entre as publicações e a realidade. Para assim então, esclarecer que nem toda foto condiz com a vida real. Desse modo, o Estado brasileiro garantirá não só a diminuição dos casos de distúrbios mentais causados pelas redes sociais, como também uma maior regularização do uso das mídias.