A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 16/11/2020
O documentário “O Dilema das Redes”, lançado pela Netflix, relata sobre os diversos tipos de manipulação que as redes sociais têm no cotidiano dos usuários. Nesse contexto, ao abordar sobre os padrões de beleza, mostrou uma cena de uma pré-adolescente que ficava o dia todo editando suas fotos. Assim, ela tentava atingir a aparência perfeita que todos no mundo virtual aparentam ter. Infelizmente, fora das telas, a estética criada pela manipulação da imagem nas redes sociais ocasiona em malefícios à saúde mental dos usuários. Certamente, isso é um reflexo da indústria da beleza que divulga padrões de beleza e faz propagandas irresponsáveis.
Antes de tudo, vale ressaltar que a valorização da estética e busca pela beleza é algo heterogêneo nas diversas sociedades já existentes. Na Grécia Antiga, se manter em movimento e ter os corpos sarados é algo evidenciado nas estátuas desse local e período. Em contraste, a “Estatueta de Vênus”, da pré-história, apresenta uma mulher baixa, com seios fartos e barriga avantajada. Ademais, a filosofia considera o “belo” um conceito pessoal. No entanto, na contemporaneidade, as empresas associadas a esse rumo normalizaram a idealização de pessoas esbeltas, magras e com a pele perfeita.
Dessa maneira, as redes sociais, por meio dos blogueiros, divulgam um marketing que visa apresentar maneiras para que as pessoas consigam atingir essas características utópicas de aparência. No entanto, isso ocasiona em diversos distúrbios mentais no público. Afinal, os indivíduos ficam assustados e frustrados por não conseguirem alcançarem a aparência dos sonhos que constroem ao editarem suas fotografias. Nesse sentido, podem desenvolver ansiedade, depressão, anorexia, e até mesmo se submeterem a cirurgias de risco para ficarem “formosos”.
Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. É fundamental que o Ministério das Comunicações faça um projeto de lei a ser entrega para a Câmara dos Deputados. Essa proposta de lei teria como o objetivo obrigar as empresas relacionadas a indústria da beleza a deletarem suas publicidades radicais, e fazerem novas que sejam responsáveis, que não intimidem o público e que expliquem sobre os riscos de realização dos procedimentos estéticos. Dessa forma, aos poucos os sujeitos não buscariam mais em frente ao espelho a estética perfeita que criam nas redes sociais, e sim se enxergariam belos do jeito que são.