A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 13/11/2020
Sob a perspectiva sociológica de Émile Durkheim, o suicídio é um fato social e pode ser classificado como egoísta quando um indivíduo não se sente parte de uma determinada sociedade. Não obstante de tal teoria, nas sociedades contemporâneas, é notório que os frequentes casos de manipulação da imagem nas redes sociais desenvolve comportamentos depressivos no usuário. Nesse contexto, cabe analisar que a influência midiática no grupo social e a negligência governamental são os principais causadores do problema.
No que concerne à problemática, é de conhecimento geral que a grande mídia desenvolve na população uma atitude manipuladora da autoimagem. Nesse viés, consoante ao pensamento de Adorno e Horkheimer, em ‘Indústria Cultural’, a cultura foi transformada em uma grande indústria, que busca atingir a grande massa da sociedade, o que a torna uma instituição alienadora. De maneira análoga, a teoria dos filósofos aplica-se à realidade brasileira, tendo em vista a manipulação da aparência das pessoas, o que desenvolve um padrão de beleza a ser seguido pelos indivíduos. Como consequência, boa parte da população não se sentem parte desse modelo a ser seguido, o que gera uma baixa autoestima e problemas mentais com a própria imagem.
Outrossim, o descaso dos governantes com essa manipulação é um fator que agrava a situação em questão. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo Thomas Hobbes, cada cidadão abre mão de parte da sua liberdade e delega funções ao Estado, que são exercidas por meio de um contrato social - leis -, a fim de atingir o bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade política no Congresso Nacional, no que diz respeito à falta de leis que promovam o funcionamento saudável das redes sociais e midiáticas, visto que essas instituições mostram imagens alienadoras. Com efeito, as pessoas tendem a sentir seu corpo inferior às outras, o que pode gerar casos de depressão e, consequentemente, suicídio.
Urge, portanto, medidas para amenizar o problema em questão. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Poder Político, desestimular a manipulação de imagem nos meios de comunicação social. Isso será feito por meio de investimentos, por parte governamental, em propagandas e campanhas publicitárias que irão abordar a importância de ter um pensamento crítico aos padrões de beleza que a sociedade tenta estabelecer e a valorização da própria imagem. Dentro dessa conjuntura, tais ações objetivam uma comunidade digna e saudável.