A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 18/02/2021
Os nobres retratados da idade média muitas vezes tinham como intuito destacar uma beleza acima da média, e pouco semelhante ao ‘‘mundo real’’. Nesse contexto, a realidade citada ainda ocorre no Brasil contemporâneo de forma semelhante, na qual mihares de pessoas utilizam os famosos filtros, com intuito de suavizar sua imagem. No entanto, a manipulação da imagem oferta riscos para saúde mental dos indivíduos, como a baixa estima e o surgimento de doenças psicossomáticas,e medidas que mudem a realidade são urgentes.
A priori, cabe salientar que as redes sociais, apesar de aliadas no cotidiano, ainda afetam o comportamento humano de forma negativa, provocando comparações e baixa estima. Não obstante, as redes estão cientes de tal fato, o que levou o Instagram a retirar o número de curtidas nas fotos, visando a saúde mental dos usuários, o que não adiantou muito. Apesar disso, é crescente o número de filtros que alterem a face do usuário, e tal prática tornou-se comum entre influenciadores, que produzem seus próprios efeitos, incentivando pessoas a esconder sua verdadeira face. Tal fato aumenta a baixa estima dos indivíduos, e consequentemente redução da confiança do usuário.
A posteriori, os altos índices de pessoas com baixa estima deixam um ambiente propício a doenças psicossomáticas, como ansiedade e depressão, que podem ter consequências irreversíveis. Nesse interím, cabe citar a série ‘‘Black Mirror’’, que revela os malefícios da ascensão de determinadas tecnologias no meio virtual, entre tais aspectos, se encaixam as doenças citadas. Ademais, a manipulação em excesso da imagem pode gerar uma busca pela perfeição, com procedimentos estéticos caros e arriscados, o que pode aumentar os níveis de ansiedade e autodepreciação do indivíduo.
Destarte, infere-se que o uso de filtros têm impactado a saúde mental dos brasileiros. Dessa forma, é necessário que as plataformas de grandes redes sociais, como Instagram e Fcebook, comecem a fazer propagandas no site para a redução do uso de filtros, exaltando a beleza natural, e assim, aumentando a estima do usuário. Outrossim, cabe as prefeituras a realização de palestras mensais em praças, munidas de profissionais da saúde e psicológos, que abordem a saúde mental nas redes sociais, auxiliando e encaminhando o público que precisa de amparo. Nessa lógica, a cultura do embelezamento artificial será deixada de lado.