A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 02/10/2020
A manipulação de imagens nas redes sociais condiz a uma falsa realidade, baseada em aparências. Associa-se, a uma desleal padronização de beleza e vida social. Por conseguinte, as desilusões com o próprio factual acarreta danos como: ansiedade e depressão.
Atualmente as redes sociais promovem uma vida de aparências. A geração atual produz uma aparente identidade para si e um falso conteúdo para os outros: um feed com diversas fotos de viagens, cabelo sem frizz, idealização de beleza, e às vezes, até com um céu mais azul, é um cenário bastante frequente. A prática é tão recorrente, que a expressão “vida de Instagram” tornou-se comum para falar sobre perfis que aparentam ter a vida perfeita. A maioria das pessoas em seus perfis mostram o que não são, exibem aquilo que não tem e geram uma ilusão para si e para quem os acompanha nas redes sociais.
Essa prática de mostrar a falsa vida e estética perfeita, tem sido uma das causas do aumento de ansiedade e depressão na sociedade. Visto que, leva as pessoas a se compararem com quem demonstra essa farsa. Um estudo feito pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health (RSPH), mostrou que cerca de 70% dos jovens revelaram que os aplicativos de mídia social fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem e, quando a fatia analisada são as meninas, esse número sobe para 90%.
À vista disso, órgãos de saúde poderiam criar campanhas nas mídias sociais a respeito dos problemas que as redes sociais podem acarretar a saúde mental. Bem como, páginas com notas de autoajuda, mostrando que a realidade não está em um aplicativo virtual. Com o acesso a informações acerca dos distúrbios psicológicos provocados pelas mídias, os usuários dessas redes podem descativar-se do engano das redes. Por conseguinte, pode diminuir os males deste século: a ansiedade e depressão.