A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/10/2020

No ano de 1808, com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, a rainha Carlota Joaquina raspou os seus cabelos por causa das infestações de piolhos, assim, as mulheres que a viam decidiram fazer o mesmo por acharem que essa era a última moda na Europa. Já atualmente, com os avanços tecnológicos as redes sociais vêm ditando o padrão a ser seguido, gerando problemas como: a falsificação de imagens e o estímulo à baixa autoestima, fazendo-se necessária uma melhoria nesse cenário.

Em primeira análise, a falsificação de imagens para prejudicar as pessoas tornou-se viável. No ano de 2020, Mariana Ferrer, fez uma denúncia alegando ser vítima de estupro, com intuito de reverter a situação, o seu agressor manipula uma de suas fotos, mostrando que ela estava sem biquíni. Dessa forma, embora existissem provas contra o rapaz, a justiça declaro-o inocente. Infelizmente, a internet propicia  que os indivíduos façam alterações que o levam a limpar a sua “barra” e dificultam a vida de cidadãos corretos.

Ademais, a manipulação de imagens levam as pessoas à odiarem seus próprios corpos. Com a grande repercussão do Instagram, começa a surgir filtros que embeleza os indivíduos, estabelecendo um padrão a ser seguido. Logo, quando os sujeitos veem que não se “encaixam” no modelo “correto” elas se sentem inúteis, fazendo com que sua autoestima caia, consequentemente, começam a buscar produtos de beleza, de emagrecimento e de estética que prejudicam tanto a sua saúde física como também o seu desenvolvimento mental. Assim, é notório os efeitos negativos causados pela mídia.

Portanto, ficam claros os entraves enfrentados pela sociedade, tornando-se necessária medidas que devem ser tomadas para amenizarem os impasses. Em suma, cabe à mídia criar programas que incentive a pluralidade dos corpos, por intermédio de séries e documentários que abordem sobre o tema, de modo a mostrar às pessoas que não existe um padrão a ser seguido. Assim procedendo, os cidadãos ir-se-ão gozar de suas vidas sem se preocupar em estar na “moda”.