A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 01/10/2020
Na Grécia Antiga, eram chamados de hipócritas os que usavam máscaras para interpretar um personagem em peças teatrais, ocultando a sua verdadeira identidade do público. Hodiernamente, a situação assimila-se à antiguidade, na qual indivíduos modificam os seus rostos com filtros das redes sociais com o objetivo de encobrir suas singularidades, e com isso, afeta a autoestima e traz consequências à saúde mental.
É relevante salientar, a priori, o documentário “Dilema das Redes”, o qual revela o lado ambíguo das redes sociais, onde criam-se filtros de manipulação da imagem, e como consequência, traz danos a autoceitação e à saúde psicológica. Nesse aspecto, é notório o quanto essas ferramentas carregam consigo padrões de belezas inatingíveis que afetam os indivíduos, deixando-os insatisfeitos com a sua própria aparência. Diante disso, é perceptível as lacunas presentes nesses mecanismos das redes.
Convém ressaltar, outrossim, a obra literária “A Riqueza de Poucos Beneficia Todos Nós?”, de Zygmunt Bauman, a qual traz, em linhas gerais, a ressalva de que os celulares e as redes sociais funcionam como remédios para trazer sensação enganosa de prazer pessoal. Nesse contexto, à medida que indivíduos manipulam suas faces com filtros para apresentarem-se ao público, acabam por obter uma falsa satisfação em sua estima, e assim, ludibriados pelas redes. Assim sendo, a problemática em pauta corrobora diretamente para o malefício à saúde mental.
Em síntese, analisa-se as óbices psicológicas trazidas pela modificação da autoimagem nas redes sociais. Dessa forma, é de profunda importância que a Mídia - tevê e mídias digitais -, atue com a ajuda de psicólogos e especialistas na área, alertando os usuários do perigo de filtrar a própria imagem e de como fazer uso dessas ferramentas de maneira coerente, a fim de mitigar a problemática. Assim, haverá uma sociedade mais lúcida e ciente para fazer uso dos redes.