A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 01/10/2020
Após a Primeira Guerra Mundial, ocorreu um grande avanço das cirurgias plásticas no intuito de amenizar as lesões causadas pelo conflito bélico. Nesse sentido, atualmente, as intervenções estéticas estão atreladas na busca da perfeição. Nesse viés, a manipulação da imagem física, sobretudo nas redes sociais é um problema que acarreta danos à saúde humana. Diante disso, deve-se analisar a falta de fiscalização nas redes sociais e a ausência de campanhas midiáticas no sentido de alertar os cidadãos sobre os malefícios dessa obsessão.
Primeiramente, a falta de fiscalização nas redes sociais é uma problemática na contemporaneidade. Consoante ao filme “amor.com”, a atriz Isis Valverde interpreta uma jovem influenciadora digital que está sempre apreensiva para atender os padrões de beleza estipulado pelo tecido social. Nessa perspectiva, essa história fictícia representa a realidade brasileira, visto que é muito comum a postagem de vídeos de pessoas famosas, em redes como o Instagram, que influenciam a perfeição do indivíduo, por meio de propagandas de produtos de beleza e das cirurgias plásticas. Nesse seguimento, essa perfeição inalcançável ocasiona na perda da autoestima, ansiedade e depressão. Logo, é fundamental a criação de um órgão de fiscalização digital para acabar ou controlar essas ações.
Em segundo lugar, a ausência de campanhas midiáticas no sentido de alertar os cidadãos sobre os malefícios dessa obsessão também é um problema atual. Com referência ao espaço da moda e cinematográfico, nota-se a defesa de um modelo estético considerado ideal, ou seja, as pessoas magras e loiras possuem um maior prestígio social. Nessa lógica, os indivíduos comuns que não possuem essas características buscam aplicativos de editores de fotos, a exemplo do photoshop ou meios mais invasivos como as cirurgias, a fim de serem aceitos na cidadania. Contudo, essa Ditadura da beleza ocasiona na falta de aceitação pessoal e gera também em transtornos mentais. Por isso, é fundamental que a mídia crie propagandas informativas sobre essas doenças ligadas a exaltação da perfeição estética.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para revertes esse impasse. Portanto, o Governo Federal deve criar um órgão fiscalizador digital, por meio do diálogo com os responsáveis das redes sociais para diminuir ou acabar com as postagens que influenciam os cidadãos a seguirem um estilo de beleza física, como relata no filme mencionado. Ademais, essa ação pode ter melhor resultado com a participação da mídia, com a finalidade de divulgar as doenças que podem afetar o ser humano que está obstinado por esses padrões de beleza.