A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/09/2020

Instagram, Facebook, Twitter, Snapchat e Tik Tok. Essas são algumas das ferramentas tecnológicas que a sociedade da era informacional convive diariamente, seja pela troca de informações, pela diversão, ou pela interação com outros indivíduos. Como forma de entretenimento, esses aplicativos disponibilizam editores de imagens, no entanto, essas ferramentas que parecem inofensivas têm impactos desastrosos na saúde mental das pessoas. Sendo assim, medidas que visem combater os malefícios provocados pela manipulação de imagens, nas redes sociais, se fazem necessárias.         Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “ Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”, e como forma de se tornarem visíveis, a utilização de editores de imagens, nas redes sociais se tornou cada vez mais comum, pelos internautas. Entretanto, essas ferramentas trazem consigo padrões de beleza, que em sua maioria inatingíveis, pois utilizam algoritmos tecnológicos para serem obtidos. E como forma de alcançar esse padrão idealizado e irreal de beleza, a busca por procedimentos estéticos, No Brasil, teve um aumento de 390%, no ano de 2019, como afirmou, o cirurgião plástico Dr. Cassio Miura, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Outro agravante da manipulação de imagens nas redes sociais são os influenciadores digitais que, ao serem patrocinados por marcas de beleza, fazem post para seus seguidores associando determinados produtos a resultados ilusórios de beleza, que leva muitas pessoas a comprarem esses produtos que mesmo possuindo alguns benefícios, não conseguem proporcionar o alcance desses ideais algoritmizados. E isso só ocorre pela falta de identificação da manipulação das imagens nas propagandas, que contribuem ainda mais para a manutenção de um padrão de beleza irreal, que leva muitas pessoas a consumirem produtos e procedimentos e não obtendo resultados desejados acabam desenvolvendo insatisfação pessoal e mental, como retratado no livro “As mentiras da cosmética”, escrita pela autora italiana, Beatrice Mautino.

Dado o exposto, cabe ao Governo Federal, em associação com o Ministério da Saúde, a criação de um símbolo que identifique as postagens nas redes sociais. De modo que, fique claro aos internautas que aquela imagem ou produto contenha alteração e inclusão de padrão idealizado de beleza. A fim de, descontruir a ideia fantasiosa de um ideal de beleza, que influencia o consumo de produtos e procedimentos ineficientes. Essa é uma das possibilidades de conciliar a era da informação a uma realidade que proporcione saúde mental, física e emocional.