A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 29/09/2020

A manipulação de imagens nas redes sociais, com ajuda de filtros e aplicativos, pode ser algo inofensivo quando se trata do uso para fins de curiosidade ou diversão. Por outro lado, essas alternativas podem causar o indivíduo em questão à conclusão de que o padrão de beleza ou de normalidade impostos por estes filtros é algo necessário à ser alcançado. Isso possibilita uma série de danos mentais e psicológicos, podendo causar depressão e em alguns casos mais severos, suicídio.

Primeiramente, é essencial saber que esses apps(aplicativos) e filtros, nunca foram criados com esse intuito, até porque a maioria deles são bastante viciantes e impressionantes, e chegam a acarretar diversão mudando e reformando sua aparência. São várias as possibilidades e invenções que você interagir, quando se trata de filtros, porém, existem aqueles que são os de “aperfeiçoamento” facial e corporal, que tanto chamam atenção para um perigo iminente. É evidente a diferença entre aqueles que tem o propósito de entreter, daqueles que tem o objetivo de moldar padrões estéticos e visuais. Com mais de milhões de filtros disponíveis tanto na internet como nos próprios aplicativos, usar no sentido de entretenimento é algo compreensível.

Entretanto, é quando as pessoas optam por criar uma identidade alternativa ou “melhorada” nas redes sociais, isso se torna um problema de saúde mental. As pessoas são instigadas a uma transformação própria, e quando percebem a diferença entre eles mesmos e suas variações “melhores”, acabam entrando num quadro de rejeição enorme, normalmente seguido de estigmas sociais e tudo se transforma em uma grande catástrofe psicológica, deixando-as dependentes de um “melhoramento” virtual. De acordo com uma pesquisa da Boston Medical Center em 2018, as mídias sociais e apps de edição de fotos estão dando início a um novo ciclo de opressão da beleza, muito além do que as capas de revistas ou passarelas já influenciaram. Isso deixa o mundo em alerta, porque em uma sociedade, onde o preconceito é algo existente, esses novos “padrões” de filtros, só pioram tudo.

Em suma de toda a problemática discutida, é necessário a remoção de aplicativos que tentam “aperfeiçoar” os indivíduos, indiretamente fazendo com que os mesmos se achem insuficientes. Logo, a fim de diminuir gradativamente essa nova fase de angústia digital, cabe as grandes empresas tecnológicas introduzirem estratégias do uso adequado dos filtros corretos, sem o risco de criar ou impor uma estética, muitas vezes, inalcançável. Enquanto isso, os usuários se contentam com o benefício recreativo e divertido que muitos outros aplicativos oferecem.